De acordo com o projeto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), apresentado em novembro de 2013, a estrutura começará na rua Dona Teodora, no bairro Humaitá, em Porto Alegre. A localização é entre a atual ponte e a BR 448, a Rodovia do Parque. No local, serão erguidas as alças que passarão por cima da Freeway. Pelo impacto, famílias das vilas Areia e Tio Zeca precisarão ser removidas. Dali, a ponte começará efetivamente ao passar pelo Canal do Furadinho, seguindo até o Saco do Cabral, passando sob a Ilha do Pavão. Só depois deste percurso então entrará na Ilha Grande dos Marinheiros. Neste ponto haverá um grande impacto porque se interligará à atual ponte, em direção a Guaíba.
Ao todo, serão 7,3 quilômetros de extensão, com duas faixas e acostamento. Com custo estimado de R$ 650 milhões, um dos grandes diferenciais é que não haverá vão móvel, necessário para a passagem das embarcações, como ocorre com a atual. Isso garantirá maior fluidez ao trânsito, em especial ao transporte de carga.
Se a estimativa de 36 meses se confirmar, a ponte entrará em funcionamento em 2017. O prazo está bem aquém do discutido inicialmente. Isso porque havia a previsão de que a ponte entrasse em operação neste ano. Essa era a estimativa da Triunfo Concepa, concessionária responsável pela Freeway e que opera a atual ponte. Por solicitação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em 2006, a empresa fez um projeto preliminar para a construção da estrutura. Na época, o projeto era muito similar ao apresentado pelo Dnit, mas teria três pistas de cada lado e o custo ficaria em torno de R$ 1,2 bilhão. Na ocasião, Concepa tinha dado início ao processo de licenciamento junto à Fepam - uma vez que o trajeto passa pela Área de Proteção Ambiental do Delta do Jacuí. Em contrapartida, a concessionária queria a ampliação da concessão da Freeway. Porém, o governo puxou para si a responsabilidade sobre a obra, passando o projeto o projeto para o Dnit.