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Obra da trincheira da avenida Ceará ainda não tem previsão de conclusão

Comerciantes da região reclamam dos prejuízos, além do problema dos furtos que aumentam

Construção teve início em 2012, mas enfrentou diversos problemas
Construção teve início em 2012, mas enfrentou diversos problemas Foto : Guilherme Testa
Retomada em março do ano passado, a construção da trincheira da avenida Ceará, na zona Norte de Porto Alegre, não tem previsão de conclusão, de acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Smim). Conforme a pasta, os serviços estão em andamento, além dos ajustes, como execução de drenos, recomposição de paredes e fechamento de infiltrações. Paralelo a isso, a prefeitura soluciona aspectos legais relacionados a esse e outros empreendimentos iniciados para a Copa do Mundo 2014.

A conclusão da estrutura, por onde circularão aproximadamente 75 mil carros – no cruzamento da trincheira da Ceará com a avenida Farrapos –, deveria ter ficado pronta em setembro deste ano. O prefeito Nelson Marchezan Júnior disse que 90% dos serviços no local estão concluídos. “Havia a previsão da entrega da obra no ano passado, no entanto apareceram algumas infiltrações e a necessidade da colocação de mais uma bomba para fazer a drenagem em dias em que o volume de chuva é maior”, salientou.

Situação essa que não era prevista no projeto original, por isso foi necessário um aditivo. “Nós tivemos que fazer alterações dos projetos que eram de 2011, de uma obra que foi iniciada em 2012. O projeto teve mudanças, além de alguns apontamentos em parte dos serviços que já foram executados”, expressou. Diante da situação, foi feito um realinhamento dos projetos para que, depois, possam ser repassados novos prazos, com mais exatidão.

Enquanto isso, os comerciantes do entorno lamentam os prejuízos ocasionados pela falta de conclusão nos serviços, além da insegurança ao anoitecer. Proprietário de um restaurante há 16 anos, o empresário Rogério Pontin, 32 anos, diz que para tomar um café ou almoçar não é necessário carro, por isso sua clientela se manteve, mesmo com a obra. “Quando ela estava a pleno, muitos vinham aqui, mas tiveram muitos estabelecimentos que fecharam devido à falta de clientes. Aqui, por ser entrada de Porto Alegre, havia inúmeras revendas de carro. Muitas fecharam, difícil quem não reclame”, pondera.

Somente em março passado, o trânsito na Farrapos, no sentido Centro/bairro, foi liberado. “Para chegar até nós, há um desvio, mas quem não conhece acaba não vindo para esta região. À noite é perigoso, já entraram aqui e furtaram”, lamenta. Perto do restaurante há outras vítimas. São frequentes os furtos e também os arrombamentos. “Tem que ver aos domingos, é morto aqui. É comum ver o pessoal passando com os carrinhos carregados”, expressa. Ele diz que há cerca de três meses pelo menos 20 estepes foram levados de uma garagem de uma locadora de veículos, instalada na mesma rua.