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Obra do Centro de Hematologia e Oncologia do GHC chega a 15%

Espaço atenderá pacientes que precisam realizar radioterapia e transplante de medula

Por
Franceli Stefani

Previsão de inauguração do centro é dezembro de 2020

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Com uma área total projetada de 14.380,70 m², a obra do Centro de Oncologia e Hematologia do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) está com 15% do empreendimento concluído. Os serviços, que iniciaram em fevereiro do ano passado, devem ser finalizados em dezembro de 2020. De acordo com o diretor administrativo e financeiro do GHC, Cláudio Oliveira, até o momento foram pagos R$ 11.674.645,45. A previsão da instituição é de dobrar e triplicar alguns dos serviços ofertados para os pacientes de todo o Estado.

Oliveira frisa que os recursos para este ano já estão empenhados, o que garante o canteiro de obras em movimento. “Faltam R$ 38 milhões para conclusão da obra que foi orçada em R$ 75 milhões. Nosso trabalho agora é de buscar com a bancada gaúcha federal as emendas para conclusão desse empreendimento tão necessário para os gaúchos”, destaca. Até agora, o montante gasto foi dividido em recursos próprios e também destinação de parlamentares. “Temos recursos federais para novos investimentos, são cerca de R$ 26 milhões, porém não queremos engessar na obra porque há outras unidades que necessitam.” Após finalizada será preciso a compra de novos equipamentos e mobília. São previstos R$ 30 milhões. “Estamos em tratativas com alguns deputados federais e também com recurso do nosso próprio orçamento.”

Conforme o médico oncologista, Marcelo Capra, o centro ampliará e qualificará os serviços prestados nas unidades. “Vamos ter dois novos serviços, de radioterapia e transplante de medula, além de ampliar as áreas assistenciais de outras doenças que nós já somos referência no Rio Grande do Sul”, destaca. Ele diz que hoje são atendidos pacientes do Estado, a grande maioria na região Metropolitana, mas também de outras regiões que demandam uma complexidade maior do atendimento e procuram os hospitais terciários.

Hoje o GHC é referência em oncologia clínica de adultos, pediátrica, cirurgia torácica e oncológica, ginecologia e mastologia, porém ainda não oferta radioterapia e transplante de medula. “Estamos em processo de credenciamento do transplante junto ao Ministério da Saúde. A ideia é começarmos antes da obra ficar pronta, para quando mudarmos já termos o programa em andamento”, explica. Atualmente, três mil pacientes fazem quimioterapia no Hospital Conceiçãopor mês, mais 1 mil no Fêmina. “Com a inauguração do centro, teremos 96 leitos, 50 de oncologia clínica e 44 de hematologia e transplante de medula, que é a principal demanda. Hoje temos filas grandes e os pacientes demoram muito para realizarem seus procedimentos.”

Assim que os atendimentos iniciarem, Capra pondera que haverá não só ampliação da oferta, mas da resolutividade e rapidez no tratamento. “Hoje parte da demora se deve porque o modelo é assistencial, que é de um especialista encaminhar para outro. Fator que causa atraso. Nosso projeto é mudar para que eles atendam juntos os pacientes para que eles venham apenas uma vez e saiam com o problema encaminhado.”