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Obra do metrô evitará abertura de ruas, garante Fortunati

Prefeito de Porto Alegre disse que sistema vai trabalhar de forma subterrânea em 2014

Com o anúncio da construção do metrô de Porto Alegre previsto para este sábado, o prefeito José Fortunati já começa a projetar o calendário de obras e o método de trabalho. Segundo ele, está definido que o sistema para abrir os túneis será o Shield, conhecido como "tatuzão", para evitar a abertura do solo. A previsão é de que as obras comecem no segundo semestre de 2014, com estimativa de conclusão até 2019.

"Vai ser tatuzão. Nós chegamos à conclusão de que o método "cut and cover" traria um grande prejuízo à cidade, porque o metrô passa pelas avenidas Farrapos, Cairu e Assis Brasil. De forma subterrânea, com exceção de onde estarão as estações, as pessoas nem vão perceber que a obra está acontecendo", garantiu o prefeito.

No saldo final da modelagem financeira do metrô, o governo federal vai investir R$ 1,7 bilhão, o governo estadual R$ 1 bilhão, enquanto a prefeitura entra com R$ 690 milhões. Como a modelagem é pensada para uma parceria público-privada, a empresa que vai explorar os lucros do metrô da Capital ingressará com mais R$ 1,3 bilhão na construção.

Segundo o secretário de Planejamento do Estado, João Motta, a longa negociação entre as três esferas chegou ao fim graças à maior participação do governo estadual. O secretário explicou que o governo federal não poderia aumentar a participação sob pena de ingressar com porcentagem maior em Porto Alegre do que nas outras capitais do País.

Na manhã desta sexta, tanto o governador Tarso Genro, pelo Twitter, quanto o prefeito Fortunati, em entrevista, valorizaram a parceria para viabilização da obra, evitando destacar os ganhos políticos do anúncio. 



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