"Vai ser tatuzão. Nós chegamos à conclusão de que o método "cut and cover" traria um grande prejuízo à cidade, porque o metrô passa pelas avenidas Farrapos, Cairu e Assis Brasil. De forma subterrânea, com exceção de onde estarão as estações, as pessoas nem vão perceber que a obra está acontecendo", garantiu o prefeito.
No saldo final da modelagem financeira do metrô, o governo federal vai investir R$ 1,7 bilhão, o governo estadual R$ 1 bilhão, enquanto a prefeitura entra com R$ 690 milhões. Como a modelagem é pensada para uma parceria público-privada, a empresa que vai explorar os lucros do metrô da Capital ingressará com mais R$ 1,3 bilhão na construção.
Segundo o secretário de Planejamento do Estado, João Motta, a longa negociação entre as três esferas chegou ao fim graças à maior participação do governo estadual. O secretário explicou que o governo federal não poderia aumentar a participação sob pena de ingressar com porcentagem maior em Porto Alegre do que nas outras capitais do País.
Na manhã desta sexta, tanto o governador Tarso Genro, pelo Twitter, quanto o prefeito Fortunati, em entrevista, valorizaram a parceria para viabilização da obra, evitando destacar os ganhos políticos do anúncio.