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Obra inacabada na ERS 118 gera prejuízo

Motoristas reclamam das más condições do trecho que está em duplicação desde 2006

Motoristas têm enfrentado diariamente congestionamentos ao longo dos 22 quilômetros
Motoristas têm enfrentado diariamente congestionamentos ao longo dos 22 quilômetros Foto : Tarsila Pereira
Com as obras de duplicação da ERS 118 paralisadas desde outubro de 2014, entre Sapucaia do Sul e Gravataí, motoristas têm enfrentado diariamente congestionamentos ao longo dos 22 quilômetros da estrada que liga a BR 116 à BR 290, a freeway Além disso, os buracos e diversos trechos duplicados que não se interligam ajudam a deixar o trânsito lento na região. A duplicação da ERS 118, por onde passam cerca de 40 mil veículos por dia, começou em 2006.

Nessa sexta-feira, o caminhoneiro João Carlos de Freitas, de São Leopoldo, foi vítima das “armadilhas” da rodovia. Ele teve os dois pneus furados e o suporte da mola do caminhão quebrou. Na oficina localizada no km 19, ele fazia as contas do prejuízo. “É uma vergonha as condições da rodovia.” Ele viajava para Santo Antônio da Patrulha com uma carga de ração e recebeu R$ 400,00 pelo serviço. O motorista Carlos Antônio de Paula, de São Sebastião do Caí, explicou que os trechos não duplicados são os mais perigosos. “Perdi a conta de quantas vezes tive os pneus furados. Quando é possível, tento evitar de trafegar na ERS 118”, ressaltou.

Outro problema enfrentado em Sapucaia são as ocupações irregulares em áreas que foram desocupadas pelo Estado. No km 3, um morador ignorou o aviso da placa do Daer que diz “áreas em processo de reintegração de posse” e construiu um casebre. Por outro lado, proprietários de estabelecimentos comerciais lamentam ter que deixar a rodovia. O mecânico Valdoir Citadini, que tem uma oficina no km 21, em Gravataí, procura um local para montar seu negócio. “Sabia que um dia teria que deixar a área em razão da obra.”

Pendências 

• O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) informou que o total pronto da ERS 118 é de 10,9 quilômetros de duplicação e 8,4 quilômetros de ruas laterais. O Daer explicou que ainda faltam os projetos, a cargo de uma empresa, e licitações dos viadutos da Trensurb, da avenida Theodomiro Porto da Fonseca e passarelas no trecho. Também estão pendentes os projetos de contenção do viaduto da Dorival Candido da Luz de Oliveira e de substituição dos solos inadequados junto ao viaduto Itacolomi. Além disso, o departamento informa que estão em andamento desapropriações judiciais comerciais e residenciais. Caso os invasores não desocupem as áreas ao longo da via, o Daer promete pedir a reintegração de posse das áreas. Ainda são aguardados deslocamentos de redes elétricas para dar continuidade à obra, e o Daer precisa pagar algumas desapropriações amigáveis e fazer o recuo do cemitério de Sapucaia. Serão investidos R$ 65 milhões na duplicação.