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Obras atrasam o cotidiano no Centro da Capital

Reforma do Túnel da Conceição é a de maior impacto, com previsão para término apenas em 18 meses

Obras atrasam o cotidiano no Centro da Capital
Obras atrasam o cotidiano no Centro da Capital Foto : Arthur Puls
Praça XV, Túnel da Conceição, Praça da Alfândega. Esses são apenas alguns exemplos de obras que estão inacabadas na Capital. A grande maioria, localizada no Centro de Porto Alegre, é acompanhada pela população com receio e apreensão diante dos prolongados adiamentos e transtornos provocados.

Um dos empreendimentos que mais gerou impactos ao seu entorno foi a reforma e recuperação estrutural do Túnel da Conceição. Para viabilizar a obra foi necessário alterar o trânsito em toda a região que dá acesso ao Centro. O serviço, que começou em outubro do ano passado, tem previsão de conclusão em 18 meses, tempo considerado demasiadamente longo por especialistas.

A prefeitura chegou a anunciar a possibilidade de redução no período. Mesmo assim, o ritmo das obras preocupa quem passa diariamente no local. Normalmente, os funcionários atuam em apenas um dos sentidos do túnel. Assim, enquanto as obras andam de um lado, do outro estão completamente paradas. Além disso - já que das quatro pistas, duas estão fechadas -, os motoristas enfrentam lentidão no trânsito na região.

Segundo o secretário municipal de Obras e Viação (Smov), Cássio Trogildo, as obras então seguindo o cronograma de execução. Mesmo assim, reconheceu que, pelo impacto, era impossível viabilizar a recuperação sem provocar problemas à população.

Uma obra no coração do Centro também está inacabada e comprometida por questões burocráticas. A reforma da praça XV, junto ao Largo Glênio Peres, que integra o projeto de revitalização do Centro Histórico. As melhorias tinham como finalidade embelezar o Centro. Porém, na prática, o que se vê são tapumes e a imagem de abandono no local.

As obras já haviam enfrentado problemas antes mesmo do início, com diversos adiamentos. Depois que o empreendimento foi consolidado, no ano passado, a empresa vencedora apresentou problemas para sua conclusão. Em negociação, a prefeitura e a responsável estão encerrando a parceria.

O restante do trabalho será executado, a princípio, pelo executivo municipal. "Infelizmente, era uma situação imprevisível e como não havia segundo colocado na licitação, não pudemos fazer a substituição", explicou o gerente do Programa Viva o Centro, Glênio Bohrer, sem esconder seu desapontamento com o ritmo da obra. O projeto inicial previa a recuperação da praça, a construção de estacionamento e a abertura de via, na José Montaury, permitindo a circulação mais adequada de veículos.

Alfândega cercada por tapumes

Um dos principais pontos turísticos de Porto Alegre, a Praça da Alfândega está com as obras de revitalização atrasadas há mais de um ano. A previsão inicial era de que a recuperação estaria concluída no início de 2010.

Porém, quem passa no local tem a convicção de que o projeto ainda deverá demorar para ser concluído. Cercada por tapumes, as obras parecem estar longe do fim. A reforma começou em junho de 2009 e teria prazo de término em menos de um ano. Até agora, o espaço foi aberto excepcionalmente para a realização da Feira do Livro, em outubro do ano passado. Os atrasos têm gerado reclamações e descontentamento da população.

Segundo a coordenadora do projeto Monumenta, Briane Bicca, os atrasos ocorreram por imprevistos durante a execução da obra. Ela citou que foi necessária muita cautela em determinados pontos do empreendimento pelas características da região e por se tratar de uma obra de revitalização.

Briane reconhece que, por se tratar de um sítio histórico, os atrasos poderiam ocorrer. A necessidade de serviços paralelos, como na rede de esgoto, também colaborou para os atrasos na execução do projeto original de recuperação.