A expectativa da Prefeitura, no entanto, é que os procedimentos sejam, pelo menos, retomados ainda nesse semestre. Quem passa pela região vê bem o estado de abandono da obra. É possível perceber, ainda, que ela foi interrompida muito antes de um possível término. Apenas os alicerces estão construídos, mas ainda sem sinal do prolongamento duplicado de 2,4 metros que seriam feitos sobre eles. No entorno, há apenas terra e um amontoado de ferros, pedras e materiais de construção de maneira geral.
Iniciada em setembro de 2015, a obra previa a implantação de pontes e canalização de esgoto pluvial. Haveria, ainda, conexão com a avenida Sertório, que seria feita pelas ruas Dona Alzira e Sérgio B. Dietrich. A ideia ia ao encontro das novas instalações do aeroporto, além de proporcionar uma alternativa de acesso à zona Norte para veículos vindos da BR 116 e da avenida dos Estados.
Apesar de o empreendimento também não ter essa parte concluída, motoristas utilizam o local durante o dia e conseguem acessar a avenida Sertório por ali. O acesso é feito por uma das ruas que se forma junto ao canteiro de obras, formada parte por chão batido e parte por asfalto. Segundo motoristas, apesar de inacabado, o trecho permite o acesso diário ao extremo Norte e já faz meses que ninguém é visto trabalhando na obra. De acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, depois de retomar a obra, a previsão de conclusão é de aproximadamente 18 meses.
Com o percentual de execução em 49%, a continuidade do empreendimento será possível devido a negociação com o Ministério das Cidades para remanejamento de R$ 115 milhões que inicialmente estavam previstos para os BRTs. Há, ainda, um financiamento junto ao Banrisul no valor de R$ 120 milhões.