A medida pôs fim ao período de dois anos de indefinição sobre o futuro do projeto, que propõe desafogar o trânsito da BR 116 por meio de uma parceria público-privada (PPP). Segundo o governador, o tema foi amplamente debatido com os secretários estaduais. “A PPP não é uma coisa simples, ela é também chamarisco de aventureiros”, observou Tarso. “Ela não é simplesmente uma oportunidade de negócios para as empresas, e essa mentalidade tem que ser muito bem colocada publicamente.”
A obra, com um total de 99 quilômetros, de Porto Alegre a Sapiranga, será dividida em três trechos. Os dois primeiros serão construídos via PPP, e o terceiro (de Novo Hamburgo a Sapiranga) pelo governo do Estado. No modelo anterior, a empresa seria responsável pela construção de toda a rodovia. Os dois primeiros trechos devem ser concluídos em 2018, com término total das obras previsto para 2019.
Uma das alterações anunciadas pelo governo do Estado é com relação aos pedágios. No projeto original estavam previstas duas praças. Pela nova modelagem, haverá apenas uma, com tarifa de R$ 4,60, localizada entre Canoas e Sapucaia do Sul.
A nova modelagem reduz o valor que o Estado irá desembolsar. A contrapartida, que no modelo anterior era de 20 parcelas de R$ 75,5 milhões, agora passou para R$ 62,5 milhões. Outra providência adotada é a criação de um comitê de acompanhamento e controle social, que irá fiscalizar a execução da obra.
