A dois dias da audiência pública sobre a revitalização do Cais Mauá, o diretor de Operações da Cais Mauá do Brasil, Sérgio Lima, apresentou detalhes do projeto aos membros da Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (Sergs), em Porto Alegre. Lima explicou que foi criado um fundo de investimento brasileiro para receber os recursos que serão necessários para concretizar a obra.
“Já temos valores suficientes para iniciar os trabalhos. Se tratam apenas de recursos privados. Não contamos com nenhum dinheiro público. Acreditamos que, assim que a obra for se realizando, mais investidores vão aportar recursos”, disse. Serão necessários R$ 500 milhões de investimento.
Lima estima que até março de 2016 a empresa terá conseguido todas as licenças para liberar o início da obra. O presidente do Conselho Deliberativo da Sergs, Sérgio Diogo da Silva, diz que a entidade sempre participou das grandes obras realizadas em Porto Alegre e no Estado, e não poderia fazer diferente em relação ao Cais Mauá. “A sociedade reúne um meio eclético da engenharia, pessoas que têm conhecimento de causa e que podem contribuir de maneira isenta”, afirmou.
O diretor de Operações acrescentou que a recuperação do patrimônio público será realizada em três etapas – revitalização dos armazéns, construção dos prédios comerciais e hotéis nas proximidades da rodoviária e edificação de um centro comercial ao lado da Usina do Gasômetro. “A primeira fase vai se focar nos armazéns e, assim que as obras começarem, temos expectativa de concluir em dois anos”, disse Sérgio, que vai representar a Cais Mauá na audiência desta sexta-feira, às 19h, no Grêmio Náutico União, promovida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam).
Lima também explicou aos engenheiros que o Cais não será um “espaço elitizado”, como costumam chamar os críticos. “O Cais estará aberto para ser usufruído por todas as pessoas”. Ele também informou que, de acordo com estudo realizado pela PUCRS, quando todas as obras estiverem prontas irão resultar na geração de 28 mil empregos diretos e indiretos, além de R$ 327 milhões ao ano no recolhimento de impostos municipais, estaduais e federais. “Quando estiver em pleno funcionamento, o espaço também irá proporcionar o faturamento de R$ 927 milhões ao ano, e a visita de 12,5 milhões de visitantes a cada ano”, complementou.
Obras do Cais Mauá devem iniciar em março, prevê diretor
Detalhes do projeto foram apresentados nesta quarta-feira à Sergs