A temporada de férias de verão acabou e o trânsito de Porto Alegre voltou ao normal: carregado. Porém, o que agrava o tráfego, além do volume excessivo de carros, são os buracos no asfalto, seja por deficiência de manutenção da cobertura das vias, por obras, ou por rompimentos nas tubulações de água e de esgoto.
Gláucio Limas trabalha como taxista há 34 anos e disse que a qualidade das ruas e das avenidas nunca esteve pior. “Já consertei a suspensão do automóvel duas vezes em seis meses. Se não tivesse tanto buraco, não precisaria ir ao mecânico tão seguido”, observou.
Quem necessitou de uma oficina foi o carro do policial Jorge Luis Severo de Araújo, 53 anos. Ele declarou que, por conta do congestionamento na avenida Antônio de Carvalho, ontem, precisou andar e frear muitas vezes, o que danificou uma peça do motor do Gol que conduzia.
Na avenida Nilo Peçanha, além das ondulações e buracos nas proximidades do Colégio Anchieta, há ainda em andamento a obra do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) que atrapalha parcialmente o trânsito perto do Shopping Iguatemi. Os responsáveis pela reconstrução da rede ressaltaram que o projeto está 90% concluído e seu término está previsto para ocorrer até sexta-feira.
A Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) informou que realiza o serviço de tapa-buracos diariamente. Em média, são utilizadas 80 toneladas de asfalto para conservar ruas e avenidas de Porto Alegre. Ao todo são 18 equipes trabalhando, 12 na operação tapa-buracos e seis na conservação de vias não pavimentadas. Vistorias são feitas nas principais ruas e avenidas da cidade, mas a prioridade são os locais com maior circulação de veículos. A população pode solicitar — ou informar —problemas pelo Fala Porto Alegre (telefone 156)
Obras e buracos complicam trânsito de Porto Alegre
Motoristas reclamam dos custos com manutenção dos veículos