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Obras em creches municipais são paralisadas por más condições de trabalho

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil também apontou atraso nos salários

Mais duas obras de creches municipais foram paralisadas por falta de pagamento e condições insalubres de trabalho na Capital. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil (STICC) sustenta que a MFHP Engenharia LTDA, empreiteira responsável pelos canteiros, ainda não havia pago a primeira parcela do 13° e nem o salário do mês. Conforme o secretário-geral da entidade, Gelson Santana, caso a empresa não quite as dívidas com os funcionários, as pendências devem ser regularizadas pela Prefeitura.

Ele ressaltou, ainda, que a MFHP é reincidente em não cumprir pagamento e apresentar obras em condições precárias. Localizadas na rua Santa Catarina, na Lomba do Pinheiro (Creche Estrela Mágica) e na avenida Ipiranga (Instituição de Educação Infantil Integração dos Anjos), as construções estão com mais de 80% e 90% das obras concluídas, respectivamente.

O canteiro da Lomba do Pinheiro já havia sido denunciado pelo sindicato em fevereiro deste ano quanto às condições precárias de trabalho, segundo o secretário. Ele fala que, na última fiscalização, foram constatadas irregularidades como desorganização do canteiro, que além de acumular lixo não tinha refeitório e oferecia banheiros em más condições de uso.

As duas obras de creches paralisadas anteriormente na zona Sul – Jardim Urubatã e Moradas da Hípica, da mesma empreiteira – seguem com as atividades suspensas pelos mesmos motivos. Santana cobrou da Prefeitura uma maior fiscalização em relaçâo às obras executadas por empresas terceirizadas.

A MFHP informou ter efetuado nesta sexta-feira o pagamento dos salários e que o valor correspondente ao 13º deve ser depositado até o dia 20. Apesar disso, Santana garante que as paralisações serão mantidas, até que haja melhorias nas condições de trabalho.

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