Essas intervenções deixam o trânsito completamente engarrafado, principalmente nos horários de pico. A realização das obras é um teste aos motoristas, que enfrentam congestionamentos e acabam se atrasando para seus compromissos. O professor do Curso de Transporte Terrestres da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) Vilson Vitória Machado afirmou que 50% dos problemas de trânsito em Porto Alegre e na região Metropolitana são culpa do condutor. Para ele, o motorista tem que se programar com antecedência e estabelecer rotas alternativas para escapar dos bloqueios. "Não é no meio do congestionamento que o condutor vai tentar buscar alternativas para sair do engarrafamento", disse.
Segundo Machado, os motoristas têm o péssimo hábito de, a todo momento, trocar de faixa. "Já existe a dificuldade de circulação em razão das obras, e o motorista que vai para a esquerda ou para direita acaba criando uma grande confusão na trafegabilidade", destacou.
Para o engenheiro e especialista em trânsito Mauri Panitz, caso fossem reduzidas as vagas de estacionamentos em vias públicas, boa parte dos problemas de circulação seria resolvida. "O estacionamento nas laterais prejudica a fluidez das pistas de rolamento, pois a cada instante uma porta de um veículo se abre e um carro chega ou sai da vaga", assinalou. Segundo ele, em nenhum país do mundo é permitido estacionar em radiais e perimetrais. "Em Porto Alegre, o estacionamento é permitido dos dois lados", ressaltou Panitz.
O diretor de Trânsito da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Carlos Pires, destacou que hoje a frota da Capital é composta por 800 mil veículos, afora os provenientes da região Metropolitana. Para driblar o congestionamento, Pires sugere que os condutores fiquem atentos às placas de sinalização de rotas alternativas e também busquem sair um pouco mais cedo de casa para a realização do seu trajeto tradicional. "Em função das obras necessárias para a cidade, o condutor não pode, por enquanto, sair no mesmo horário. Ele corre o risco de ficar preso no congestionamento", acrescentou.
Outra dica de Pires é que, em função das obras que alteraram o trânsito, os motoristas busquem rotas alternativas. De acordo com ele, o motorista já tem que sair de casa com um traçado alternativo para evitar de ficar trancado e, por consequência, estressado, nos engarrafamentos.