O encontro discutiu o projeto de reforma do Beira-Rio e o que será feito com as entidades que terão que ser realocadas para que as obras previstas pelo Inter e pela Fifa possam ser realizadas. O presidente da Associação das Entidades Carnavalescas (Aecpars), Victor Hugo Amaro, ressalta que as escolas de samba ainda não conhecem o projeto desenvolvido pelo clube e pela prefeitura de Porto Alegre. “As entidades estão cheias de dúvidas e ao mesmo tempo preocupadas porque o avanço do projeto depende de uma decisão judicial”, explica.
De acordo com o presidente da Cece, professor Garcia (PMDB), o principal obstáculo para o avanço das negociações entre o município e as escolas de samba é a utilização de um terreno que hoje é usado por uma lavagem que atualmente tramita na Justiça. A intenção da prefeitura é colocar a Imperadores do Samba neste terreno e transferir a Praiana e as duas bandas para o espaço onde atualmente está a Imperadores.
Segundo João Diogo Batista, representante da Banda Itinerante, é grande a preocupação das entidades com a indefinição do projeto. “A prefeitura prometeu que as escolas somente deixariam as atuais quadras quando novas instalações fossem construídas”, comentou.
De acordo com Garcia, é preciso que a prefeitura e o Internacional cheguem a um acordo sobre qual o projeto que será aprovado para tranquilizar os representantes das quatro entidades da Capital. O vereador disse ainda que a comissão fará uma visita ao desembargador que analisa o processo do terreno onde está lavagem para que seja julgado com urgência.