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Obras no Mercado Público geram congestionamentos em Porto Alegre

Restrições parciais devem continuar pelos próximos 30 dias no Centro

Restrições parciais devem continuar pelos próximos 30 dias
Restrições parciais devem continuar pelos próximos 30 dias Foto : André Ávila
O bloqueio parcial das avenidas Borges de Medeiros e Júlio de Castilhos, no entorno do Mercado Público de Porto Alegre, vem provocando filas de trânsito lento em todo o Centro Histórico desde a manhã dessa segunda-feira. A rua Siqueira Campos é a mais carregada, com congestionamentos desde a altura da Usina do Gasômetro nos horários de pico. As melhores alternativas para os motoristas que saem do Centro são a rua Duque de Caxias e a avenida Loureiro da Silva.

• Obra no Mercado Público fechará dois acessos à estação da Trensurb

As restrições no trânsito ocorrem para o transporte dos materiais de reparo do telhado do prédio histórico, danificado pelo incêndio de julho do ano passado. De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) , os bloqueios devem acontecer pelos próximos 30 dias. Também em razão das obras, a entrada da estação Mercado, da Trensurb, pela avenida Júlio de Castilhos, próxima à Borges, foi fechada. Em um segundo momento, está previsto o bloqueio da entrada próxima à Praça Parobé.

Etapas de restauração

Nessa segunda-feira a empresa contratada para restaurar a estrutura metálica do Mercado instalou um guindast na avenida Borges de Medeiros para começar a obra. A previsão da empreiteira é de retiradas das estruturas danificadas pelo fogo nos próximos dois meses e recuperação do telhado de metal em até quatro meses.

A terceira etapa, que será a de reforma dos sistemas elétrico, hidráulico e de refrigeração, é a mais atrasada segundo o arquiteto Luiz Merino Xavier. As empresas que realizaram a restauração na década de 1990 estão atualizando os projetos. “Essas três companhias têm know-how para atualizar os projetos dessas redes. Um orçamento estimado, até porque precisamos enviar previsão de custo ao Ministério da Cultura, é de que vai custar aproximadamente R$ 7 milhões”, destaca um dos responsáveis pelo grupo das obras do PAC Cidades Históricas na Capital.

Incêndio no Mercado Público

Na noite de 6 de julho de 2013 o Mercado Público ardia em chamas. Um incêndio na parte superior do prédio histórico mobilizou bombeiros de diversas guarnições para combater o fogo. O combate às chamas levou quase duas horas. O fogo consumiu parte do segundo andar do edifício de 144 anos. As investigações da Polícia chegaram a conclusão de que o incêndio foi provocado por uma fritadeira elétrica que ficou ligada na cozinha do restaurante Atlântico, loja 46, localizado no segundo pavimento.

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