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Obras para Centro de Convenções de Porto Alegre recebe recursos do Ministério do Turismo

Empreendimento teve investimento de R$ 57 milhões do Governo Federal mas ainda não há previsão para obras começarem

Empreendimento teve investimento de R$ 57 milhões do Governo Federal mas ainda não há previsão para obras começarem
Empreendimento teve investimento de R$ 57 milhões do Governo Federal mas ainda não há previsão para obras começarem Foto : Guilherme Testa
Com um contrato assinado com a Mafra Arquitetura, empresa que projetará o Centro de Convenções de Porto Alegre, há pouco mais de dez dias, a prefeitura agora aguarda a autorização de início por parte da Caixa Econômica Federal, que analisa a documentação junto ao Ministério do Turismo. Demanda antiga principalmente do setor hoteleiro da cidade, a expectativa é de que o empreendimento, que deve ter entre 11 mil e 12 mil metros quadrados, esteja com os projetos arquitetônicos e complementares, além do licenciamento ambiental, prontos dentro de um ano.

De acordo com o secretário de Parcerias Estratégicas, Bruno Vanuzzi, toda a documentação necessária foi entregue à Caixa na segunda-feira passada. Após esse período de análises, devem ser liberados os recursos para os projetos e licenciamento. São aproximadamente R$ 900 mil oriundos da pasta nacional do Turismo. Ainda segundo ele, a parte de projetos deve durar de seis a oito meses para estar pronta.

Em seguida, vem a etapa de licença, completando o período de cerca de um ano. Apesar de ainda não haver um prazo para que as obras se iniciem, o investimento já é conhecido: são R$ 57 milhões, também via Ministério do Turismo. O empreendimento será construído em um terreno da prefeitura junto ao Estádio Beira-Rio e deve ter uma capacidade entre três e quatro mil pessoas no salão principal, chegando a seis mil no prédio como um todo. “Vem para preencher algumas deficiências no mercado”, comentou Vanuzzi, que explicou que os centros de eventos já existentes não são suficientes para atender a demanda devido a questões como a distância da rede hoteleira, problemas de estacionamento e característica mista – ou seja, locais com espaço para eventos, mas que tem outras finalidades também.

Para Henry Chmelnitsky, presidente do Sindicato de Hospedagem e Alimentação de POA e Região (Sindha), entidade que acompanha a ideia de um centro de convenções desde a origem e que financiou estudo sobre o modelo do empreendimento, o processo está andando como o planejado. Segundo ele, a localização é considerada ótima. A possibilidade de aumento no tráfego devido a realização de eventos simultâneos no local e no Estádio Beira-Rio, na sua visão, não configura um problema. “Tomara que tenhamos esse tipo de situação, porque aí a cidade vai estar cada vez mais ativa.”