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Obras testam a paciência de motoristas em Porto Alegre

Bloqueio de parte do Túnel da Conceição gera congestionamentos frequentes na área do Centro

Obras testam a paciência de motoristas em Porto Alegre
Obras testam a paciência de motoristas em Porto Alegre Foto : Pedro Revillion
Diariamente, os motoristas que precisam passar pelo Túnel da Conceição, principal acesso de chegada e saída do Centro de Porto Alegre, enfrentam problemas. Com o bloqueio de metade das pistas - das quatro, duas estão fechadas - devido às obras de recuperação da estrutura, nos horários de pico a movimentação é intensa, com congestionamentos frequentes, testando a paciência.

Apesar dos desvios e das rotas abertas para reduzir o número de passagem de veículos no túnel, que está em obras nos dois sentidos, os problemas permanecem. Quem busca fugir e utiliza uma das vias alternativas enfrenta novas dificuldades. Exemplo é o acesso da rua Garibaldi, que teve o sentido invertido, na região da Rodoviária. Como a passagem de catadores de lixo é grande no local, aumentam as possibilidade de acidentes.

Uma das questões que mais tem preocupado os usuários do túnel é em relação ao ritmo das obras. Quando a prefeitura começou o serviço, em outubro de 2010, o prazo para a conclusão era estimado em longos 18 meses. Sexta-feira, no sentido bairro-Centro, nenhum funcionário estava no local. No sentido oposto, cerca de dez trabalhadores faziam a recuperação do asfalto.

Mesmo assim, segundo o secretário municipal de Obras e Viação, Cássio Trogildo, o tempo para a conclusão da obra deverá ter redução de quatro meses. De acordo com ele, mais agilidade no serviço de recuperação das câmaras que constituem a laje deve permitir a diminuição no tempo. "Quando se faz uma construção utilizam-se ferramentas e tecnologias modernas, o que permite agilidade. Porém, nesse caso, é preciso levar em consideração as características da construção do túnel, que ocorreu em 1972, tornando o serviço mais complexo", argumenta o secretário para justificar o longo prazo da obra, que não passa de uma reforma, em comparação com o tempo para a construção.

Em relação ao número de funcionários, Trogildo alega que a obra respeita um cronograma de etapas, que estão interligadas. Assim, na sua opinião, aumentar a quantidade de trabalhadores não iria trazer rapidez. "Algumas etapas estão interligadas a outras e determinados serviços, como a recuperação das câmaras, devem ter um número determinado de profissionais", diz.

Em relação ao trânsito, o presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, afirmou que as mudanças foram feitas para evitar que os motoristas passassem pelo Túnel da Conceição. Mesmo assim, é grande o número de motoristas que ainda utilizam esse acesso. Ele ressaltou que está sendo reforçada a sinalização e a fiscalização pelos agentes da EPTC.


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