Observatório Social do Brasil é tema de live do Sesc Comunidade

Observatório Social do Brasil é tema de live do Sesc Comunidade

Entidade apartidária conta com mais de três mil voluntários e existe há 12 anos

Christian Bueller

Live teve a presença de Leila Anastácio, Belonice Sotoriva e Carla Pereira

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Instituição não governamental formado por voluntários engajados que contribui para a melhoria da gestão pública, o Observatório Social do Brasil (OSB) foi tema da live promovida pelo Sesc Comunidade, na página da unidade no Facebook, nessa quinta-feira. A transmissão ao vivo contou com a participação da presidente da entidade, Belonice Sotoriva, e da voluntária Carla Pereira.

O evento, com o tema “Observatório Social do Brasil: voluntariado e cidadania, o que tenho a ver com isso?”, foi ancorado pela assistente social do programa Sesc Comunidade, Leila Anastácio. 

Belonice explicou o que é o OSB, entidade apartidária com mais de três mil voluntários que já existe há 12 anos. “É uma instituição com expertise em controle social. Há normativas e códigos de conduta em que a sociedade pode exercer sua cidadania, trabalhando no combate à corrução, na educação fiscal e na excelência e melhoria da gestão pública”, contou a presidente da OSB.  

Este controle se dá a partir de uma metodologia de monitoramento das compras públicas em nível municipal, desde a publicação do edital de licitação até o acompanhamento da entrega do produto ou serviço, de modo a agir preventivamente no controle social dos gastos públicos. 

“Nesta pandemia, por exemplo, algumas cidades pediram recursos para compras diretas, mas não havia casos de Covid-19 nestes municípios, os cidadãos precisam ficar atentos. Se aproxime do OSB porque, em alguma atividade, é possível contribuir”, relatou Belonice. Segundo ela, a entidade só não aceita voluntários filiados a partidos politicos ou que exerçam alguma militância.

Direitos e deveres

A voluntária Carla ressaltou que os cidadãos têm direitos e deveres. “Levamos essa fala quando visitamos escolas e universidades, em contato a todo tipo de pessoa, de crianças e a pós-doutorandos. Quando ouvi aquela frase (o que tenho a ver?) num destes encontros, aquilo me desacomodou. Precisamos nos desacomodar”. 

A assistente social Leila lembrou que o voluntariado, no OSB, pode ser feito em casa, com exceção de capacitações e entregas de recursos ou insumos pedidos pelos municípios. “É uma responsabilidade individual pensando no coletivo. Não tem desculpa pra se acomodar, ver as coisas erradas e não participar. E podemos fazer pelo OSB. São muitas áreas em que se pode participar”, enfatizou.

Os observatórios sociais chancelados pelo OSB já estão presentes em 150 cidades de 17 Estados brasileiros. Estima-se que, entre 2013 e 2019, a contribuição dos voluntários resultou em uma economia superior a R$ 4 bilhões para os cofres municipais. Mais informações estão disponíveis no site Observatório Social do Brasil


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