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Ocupação de leitos de enfermaria por Covid-19 se mantém estável no RS

Ocupação de 25,7% do total de leitos ofertados se manteve estável nas últimas duas semanas

Na terça, o observatório criado pelo Cofen indicava 10.744 casos, e, no dia seguinte, o número saltou para 11.248 ocorrência
Na terça, o observatório criado pelo Cofen indicava 10.744 casos, e, no dia seguinte, o número saltou para 11.248 ocorrência Foto : Ricardo Giusti / CP memória

Com 6.233 leitos de enfermaria destinados a pacientes diagnosticados ou suspeitos do novo coronavírus, o Rio Grande do Sul registra nesta sexta-feira a taxa de ocupação de 25,7% do total, com 1.599 internações. O índice - que se manteve estável nas últimas duas semanas - é bem inferior ao verificado na ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Estado, que apresentava taxa de ocupação de 75,6%. Por conta da estrutura hospitalar, especialistas de saúde garantem que, de maneira geral, a ocupação dos leitos de enfermaria se mantém abaixo da capacidade máxima.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), somente na Capital – que conta com 1.230 leitos de enfermaria para a doença – 489 pessoas confirmadas ou suspeita da Covid-19 seguem internadas até o final da tarde de hoje, o que representa 39,8% de ocupação. O adjunto da Secretaria Municipal da Saúde, Natan Katz, explica que a prefeitura sempre trabalhou para garantir número suficiente de leitos de UTI e que os indicadores referentes aos leitos de enfermaria em nenhum momento causaram preocupação.

"Nunca achamos que faltariam leitos de enfermaria na cidade, mas o acompanhamento da taxa de ocupação nos ajuda a mostrar como está avançando a pandemia na cidade", destaca. Katz destaca que o avanço da pandemia na cidade resultou na suspensão de cirurgias eletivas. Por conta disso, sobraram mais leitos de enfermaria. "A capacidade instalada de leitos é super boa em Porto Alegre. Sabíamos que leitos de internação não seria um gargalo importante", afirma.

O secretário afirma que o objetivo desde o surgimento da Covid-19 no Estado foi garantir 'logística adequada' e separar os pacientes confirmados ou suspeitos da doença dos que não contraíram o vírus. Katz explica que a secretaria monitora as internações em leitos de UTI por conta da Covid-19. Ele destaca que duas vezes por semana a prefeitura reúne informações para verificar onde residem os pacientes internados na Capital. "É usual que a ocupação de leitos de UTI por pessoas que não moram em Porto Alegre fique por volta de 40% a 60%, dependendo da doença. Na Covid-19 sempre variou entre 40% e 50%", afirma.

Na última semana, ele garante que 64% das internações em leitos de UTI por Covid-19 eram de moradores da Capital. "Temos notado uma estabilização de internações em leitos de enfermaria e de UTI", destaca. Conforme o secretário, nos últimos 60 dias, 60% dos pacientes internados em UTI em função doença moram na Capital, enquanto o restante reside no Interior.

Referência no tratamento da Covid-19, o Hospital Nossa Senhora da Conceição também registra redução nas internações em leitos de enfermaria. Diretor-técnico do GHC, Francisco Zancan Paz garante que a enfermaria conta com 76 leitos para pacientes do novo coronavírus e nunca atingiu capacidade máxima. "Avaliamos reduzir o número de leitos disponíveis para disponibilizar a outras enfermidades", afirma.