Guimarães disse que “diferentemente do que se pensa, os oficiais também trabalham nas ruas, arriscando as vidas”. Por isso, deveriam receber, no mínimo, o mesmo que ganha um defensor público em início de carreira. “Um capitão ganha menos do que R$ 4 mil, embora seja bacharel em direito”, explicou. “Não dá mais. Não aceitamos esse tipo de coisa.”
O coronel se referiu a série de protestos iniciados no começo do mês. Nesta segunda-feira, uma barreira de fogo interrompeu o tráfego de veículos no km 295,6 da BR 285, em Passo Fundo, na região Norte do Estado. Por volta das 4h30min, os usuários da rodovia foram surpreendidos com cerca de 30 pneus incendiados, que bloquearam totalmente aquele trecho. Não havia manifestantes no local, apenas faixas com frases sobre a insatisfação dos policiais militares com os salários.
Manifestações semelhantes já haviam sido registradas no último dia 4 na BR 386, em Frederico Westphalen, e no dia 8 na RST 153, em Passo Fundo. Nenhuma entidade assumiu a autoria das manifestações.
Faixas pedem reajuste
A Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar (ASSTBM) também está em campanha para pressionar o governo do Estado por reajuste salarial. Na última semana, faixas foram estendidas em várias cidades gaúchas, como Passo Fundo, Caxias do Sul, Santa Maria, Erechim, Frederico Westphalen e Vacaria, com os dizeres: "Com orgulho: Republicanos e Imperialistas sempre lembrados com Glória. Com tristeza: policiais militares gaúchos são os mais mal pagos do Brasil".
No último dia 12, houve uma reunião entre policiais militares e o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana. No encontro, o secretário pediu prazo de 20 dias para apresentar uma proposta salarial. O objetivo dos protestos é evitar que o governo esqueça a data. Uma das faixas foi fixada na esquina das avenidas Ipiranga e Azenha, em Porto Alegre, na noite de sexta-feira.