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Onu alerta para cenários sombrios da biodiversidade em 2100

Amazônia poderá se tornar uma savana, conforme pesquisa divulgada no Canadá

Floresta Amazônica pode virar savana em 2100
Floresta Amazônica pode virar savana em 2100 Foto : Armando Favaro / AE / CP Memória
A Amazônia poderá se tornar uma savana em 2100. É o que diz o relatório divulgado nesta segunda-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUE), no Canadá. Também conforme a pesquisa, o Sahel (região da África situada entre o deserto do Saara e as terras mais férteis a sul) pode virar um deserto com terras totalmente áridas. 

Confira abaixo alguns cenários previstos pela pesquisa.

Amazônia - A conjugação do desmatamento, das mudanças climáticas e das queimadas pode acarretar o enfraquecimento da floresta amazônica. O pulmão do planeta, quente e úmido tal como o conhecemos, vai se tornar seco e árido, uma savana. A situação levará a um aumento mundial das emissões de CO2 que contribuem para a mudança climática. No local, secas intensas vão comprometer, também, a agricultura.

Sahel - Já atingido pelas secas, o Sahel vai se tornar ainda mais árido. O aquecimento climático e a exploração sem limites de seus recursos causam, já, um empobrecimento da diversidade biológica. O rebanho não encontra pastos e os cultivos sofrem com a falta de irrigação.

Ilhas - O ecossistema de uma ilha é ao mesmo tempo único e frágil. Os movimentos das populações levam predadores e doenças aos locais antes protegidos. Os animais e vegetais específicos de um hábitat insular tornam-se incapazes de se defender ante aos novos intrusos. Por exemplo, o társio, um mamífero de Madagascar, está se tornando mais e mais raro.

Água Doce - Sob o efeito da mudança climática, da construção de barragens, da poluição, da introdução de espécies exóticas e devido ao aumento do uso da água, o número de espécies de peixes de água doce poderão diminuir 15%.

Mar - O aquecimento climático traz uma redistribuição das populações de peixe e uma elevação do nível do mar. A acidificação da água atinge corais, o fitoplâncton e os moluscos cuja capacidade de construir as próprias conchas se exaurem. A rarefação da população de peixes nas zonas tropicais trará consequências significativas para a alimentação e a nutrição local.