Segundo o relatório, no entanto, mesmo que a proporção de mulheres com 60 anos ou mais exceda 50% em todas as regiões, no Leste Europeu e no Sul da África o número é ainda maior, chegando respectivamente a 63% e 59%. A proporção de meninas casadas com menos de 15 anos diminuiu. Na Nigéria, no entanto, o índice é de 20% da população feminina.
Em relação à saúde, o relatório informa que as mulheres são mais propensas a ter problemas cardiovasculares do que os homens. Quando se trata de câncer, o de mama é o que mais leva à morte de mulheres, enquanto o de pulmão é o que mata mais homens. O relatório revela ainda que a maior parte dos adultos portadores de HIV na África Subsaariana, no Norte e no Leste do continente são mulheres.
O número de meninas na primeira série cresceu de 79% para 86% entre 1999 e 2007, mas no Centro e no Oeste da África, o índice é inferior a 60%. Na virada do milênio, cerca de 105 milhões de crianças não estavam matriculadas nessa série.
Embora a desigualdade tenha diminuído em vários quesitos, a diferença entre os sexos em cargos de poder ainda é grande: o salário das mulheres representa, em média, de 70% a 90% do que ganham os colegas do sexo masculino. Nas empresas, só 13 das 500 maiores corporações do mundo têm uma mulher no cargo de principal executivo.