Geral

Onze composições novas do Trensurb seguem sem circular

Consórcio FrotaPoa já foi autuado em mais de R$ 4,5 milhões e o valor pode aumentar

Composições seguem paradas no pátio da Trensurb para reparos
Composições seguem paradas no pátio da Trensurb para reparos Foto : Mauro Schaefer
Promessa de conforto e economia de energia, apenas quatro das 15 novas composições da Empresa de Trens Urbanos (Trensurb) estão em circulação. Depois de ter sido registrado um problema de infiltração nas rodas dos trens, em maio deste ano, outras inconformidades de projeto foram identificadas e inviabilizaram o retorno dos modelos para circulação. A multa aplicada pela empresa ao consórcio já supera os R$ 4,5 milhões, mas os trens só devem retornar as suas atividades, na totalidade, em maio de 2017.

De acordo com o consultor especial da presidência da Trensurb, Carlos Augusto Belolli, os trens, que chegaram em 2014, foram fabricados e trazidos ao Estado para adequação dos parâmetros aos sistemas fixos da empresa. Ao todo, são 17 mecanismos que se comunicam entre si e precisam ser vistoriados e ajustados. “Cada vez que eu mexo em uma linha, preciso ajustar outras. São pequenos detalhes que desencadeiam todo um processo de vistoria e reparos”, afirmou.

Após o primeiro problema encontrado, foi feita uma análise do projeto e identificadas inconformidades com relação ao que estava previsto e os trens não foram colocados em uso até o consórcio apresentar a garantia de que não haveria riscos. Até o momento, apenas quatro foram liberados. A expectativa é de que, até o final do ano, outros oito estejam circulando e, o restante, até maio de 2017.

Com a falha de projeto, o consórcio FrotaPoa foi responsabilizado e multado. As novas composições têm gasto energético cerca de 30% inferior às atuais, sistema de ar-condicionado automatizado, comunicação multimídia, iluminação interna com LED, entre outros benefícios.