Opas alerta para impacto econômico da pandemia e pede controle da transmissão

Opas alerta para impacto econômico da pandemia e pede controle da transmissão

Organização também destacou as desigualdades nas Américas em termos de vacinação

AFP

"As cicatrizes da pandemia são graves", alertou a instituição

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A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) pediu nesta quarta-feira que sejam priorizadas as medidas de controle coronavírus, para reduzir o impacto econômico da pandemia, enfatizando que as vacinas são uma "solução de longo prazo".

"Não existe ameaça à saúde econômica de um país pior do que um surto ativo da pandemia", assinalou a diretora da organização, Carissa Etienne. "A prioridade deveria ser o controle da transmissão com medidas de saúde pública", opinou, durante entrevista coletiva.

Carissa defendeu as "medidas eficazes que têm o poder de interromper a transmissão da doença e não custam muito", como o uso de máscara, o distanciamento social e a limitação de reuniões em espaços fechados. "Sejamos realistas: as vacinas são a nossa solução de longo prazo para essa crise", assinalou.

"Apenas com uma imunização suficiente os países poderão relaxar por completo as medidas de saúde pública, e somente então as economias poderão realmente se reativar", apontou a diretora. "Apesar da situação precária que observamos nas Américas, as medidas de saúde pública estão sendo flexibilizadas como se os números estivessem caindo, e não estão", ressaltou.

Carissa destacou as desigualdades nas Américas em termos de vacinação, e alertou que, se o ritmo lento de imunizações for mantido, o controle da Covid na região poderá levar anos. Embora os Estados Unidos tenham vacinado totalmente mais de 40% de sua população, países como Bolívia, Equador e Peru imunizaram apenas 3%, e outros, como Guatemala, Trinidad e Tobago e Honduras, nem chegaram a 1%, afirmou.

O último relatório de perspectivas econômicas do Banco Mundial, divulgado ontem, prevê uma "recuperação econômica modesta" da região América Latina e Caribe em 2021, insuficiente para superar a contração histórica do ano passado. "As cicatrizes da pandemia são graves", alertou a instituição.

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