Segundo o técnico de manutenção da Petrobras, Claudio Alcalde, a expectativa inicial era de que a remoção ocorresse ainda no domingo, mas a demora na chegada dos equipamentos impediu o início da operação. Além disso, é preciso que a maré esteja alta, assim o equipamento consegue flutuar, viabilizando a ação.
A Associação dos Moradores de Balneário Pinhal recebeu informações de que a monoboia teria arrebentado redes de pesca. “Esses pescadores são artesanais e autônomos. Assim sem a rede, que já tem um custo elevado, os prejuízos são grandes”, explicou o presidente da entidade, Clayton Porto. Ele disse esperar que o caso seja analisado com cautela pela Petrobras.
Outro receio da comunidade é com a possibilidade de vazamentos. Segundo Porto, mesmo quando estão vazias, as monoboias ficam com resíduos de óleo internamente e que poderá ficar no mar. Ele afirmou que nos últimos dias apareceu um volume considerável de animais marinhos com manchas de óleo ou mortos na beira da praia.
Neste sentido, a Brigada Militar (BM) do Litoral Norte aconselhou que qualquer pessoa que venha a encontrar algum tipo de animal marinho na areia não deve tocá-lo, principalmente se tiver sinais de óleo. Isso porque o animal pode provocar riscos à saúde. O adequado é acionar o Batalhão Ambiental da BM.
Conforme o comandante do Batalhão Ambiental, capitão Tiago Carvalho Almeida, a Marinha informou que o equipamento estava aguardando para ser levado ao Rio de Janeiro, porque estava desativado e passaria por manutenção. Como o mar estava revolto, a monoboia se desprendeu e chegou até Pinhal.
O sistema flutuante foi localizado a sete quilômetros da terra e, apesar de ter percorrido uma longa distância, não atingiu nenhuma embarcação, conforme o capitão. Também não foram constatados vazamentos. A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) garantiu que não há risco ambiental nesse caso.