Geral

Operação é montada para remover monoboia de Pinhal

Equipamento, que não carregava óleo, foi localizado na praia no final de semana

Mais de 20 pessoas foram mobilizadas para efetuar trabalho
Mais de 20 pessoas foram mobilizadas para efetuar trabalho Foto : Vinícius Roratto
Uma operação foi articulada para tentar remover a monoboia da Petrobras localizada na beira da praia de Balneário Pinhal, no Litoral Norte, no final de semana. Em função do tamanho (15 metros de diâmtro e 10 de altura), foram mobilizados mais de 20 funcionários, entre terceirizados e da própria empresa. Além disso, foi necessário buscar uma corda especial, chamada de cabo naval, para fazer a ligação da monoboia com o rebocador, que estava em alto mar. Foram utilizados mais de 1,2 mil metros de corda. Para fixá-las na monoboia, houve o apoio de lanchas.

Segundo o técnico de manutenção da Petrobras, Claudio Alcalde, a expectativa inicial era de que a remoção ocorresse ainda no domingo, mas a demora na chegada dos equipamentos impediu o início da operação. Além disso, é preciso que a maré esteja alta, assim o equipamento consegue flutuar, viabilizando a ação.

A Associação dos Moradores de Balneário Pinhal recebeu informações de que a monoboia teria arrebentado redes de pesca. “Esses pescadores são artesanais e autônomos. Assim sem a rede, que já tem um custo elevado, os prejuízos são grandes”, explicou o presidente da entidade, Clayton Porto. Ele disse esperar que o caso seja analisado com cautela pela Petrobras.

Outro receio da comunidade é com a possibilidade de vazamentos. Segundo Porto, mesmo quando estão vazias, as monoboias ficam com resíduos de óleo internamente e que poderá ficar no mar. Ele afirmou que nos últimos dias apareceu um volume considerável de animais marinhos com manchas de óleo ou mortos na beira da praia.

Neste sentido, a Brigada Militar (BM) do Litoral Norte aconselhou que qualquer pessoa que venha a encontrar algum tipo de animal marinho na areia não deve tocá-lo, principalmente se tiver sinais de óleo. Isso porque o animal pode provocar riscos à saúde. O adequado é acionar o Batalhão Ambiental da BM.

Conforme o comandante do Batalhão Ambiental, capitão Tiago Carvalho Almeida, a Marinha informou que o equipamento estava aguardando para ser levado ao Rio de Janeiro, porque estava desativado e passaria por manutenção. Como o mar estava revolto, a monoboia se desprendeu e chegou até Pinhal.

O sistema flutuante foi localizado a sete quilômetros da terra e, apesar de ter percorrido uma longa distância, não atingiu nenhuma embarcação, conforme o capitão. Também não foram constatados vazamentos. A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) garantiu que não há risco ambiental nesse caso.

Bookmark and Share