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Operação garante acesso ao Centro Administrativo do Estado

Na quarta-feira, 4.130 servidores entraram no prédio para trabalhar de um total de até 7 mil

Não haviam piquetes na manhã desta quinta-feira no Caff
Não haviam piquetes na manhã desta quinta-feira no Caff Foto : Paulo Nunes
A Secretaria de Modernização Administrativa e dos Recursos Humanos (Smarh) montou uma operação com ajuda da Secretaria da Segurança Pública para garantir a abertura do Centro Administrativo (Caff). Na segunda e na terça-feira, as entradas das alas Sul e Norte foram bloqueadas por grevistas e, mesmo os que não aderiram ao movimento, não puderam ingressar no prédio. Até o secretário da Saúde, João Gabbardo, foi barrado.

Na quinta-feira, o secretário da Smarh, Edu Oliveira, acompanhou o trabalho de identificação dos servidores no portão de acesso da avenida Augusto de Carvalho. Somente quem apresentava o crachá era autorizado a passar. A Pasta informou que, durante toda a quarta-feira, as catracas do Caff registraram a entrada de 4.130 servidores. Normalmente, o número é de 6 mil a 7 mil.

Ainda assim, havia funcionários do lado de fora exercendo o direito de permanecer em greve. Uma arquiteta e um engenheiro da Secretaria Estadual de Obras, que não quiseram se identificar, disseram que eles e os colegas estão abalados com o parcelamento de salários. A greve afetou a fiscalização de obras e continuidade dos projetos.

Na manhã, não havia piquetes no Caff e os servidores que não estavam em greve circularam tranquilamente no local. Contudo, serviços públicos em outros endereços funcionaram parcialmente. O atendimento essencial de saúde foi mantido, apesar de muitos servidores terem aderido à greve. Eles faziam rodízio para realizarem as atividades. Havia faixas em frente algumas instituições públicas indicando o movimento.