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Operação Golfinho reduz em 14% número de bombeiros na Capital

Em cada um dos nove quartéis em Porto Alegre, há pelo menos um soldado a menos

Equipe do Corpo de Bombeiros do bairro Teresópolis tinha três policiais no último domingo
Equipe do Corpo de Bombeiros do bairro Teresópolis tinha três policiais no último domingo Foto :
Desde o início da Operação Golfinho, no dia 19 de dezembro, Porto Alegre conta com 14% bombeiros a menos. Eles foram deslocados para o litoral do Estado e devem retornar somente em março. Em cada um dos nove quartéis da Capital, há pelo menos um soldado a menos.

No último domingo, moradores denunciaram que na guarnição do bairro Teresópolis havia apenas três policiais para atender a região, que se estende do bairro Menino Deus até a Restinga. Um bombeiro de Porto Alegre, que não quis ser identificado, denunciou que a escala de 31 de dezembro estaria ainda mais enxuta, com apenas um policial em cada quartel. 

O major Telmo Soares Filho, responsável pela seção sul do Corpo de Bombeiros, desmente a informação, mas confirma que a Operação Golfinho dificulta o trabalho durante o verão na Capital. Segundo Soares, os plantões em Porto Alegre continuam os mesmos, em que um policial trabalha 24 horas e folga 72 horas, ou fica de serviço por 12 horas e descansa durante 36 horas.

O mesmo problema é sentido no Vale dos Sinos, onde 54 policiais foram deslocados para o litoral. Para aumentar o policiamento, estão sendo ampliadas escalas com pagamento de horas extras. A Operação Golfinho conta com mais de 2,6 mil policiais. Uma contratação emergencial tentou ser feita pelo governo do Estado, mas não houve candidatos suficientes.