A média de espera para atendimento era de 30 minutos. O gerente de vendas Caio Silva, de 37 anos, relata que esta foi a maior fila que já enfrentou no terminal. Ele, que não sabia da operação e tinha voo marcado para as 8h25min, temia não conseguir embarcar.
O secretário-geral do Sindicato dos Policiais Federais do Estado, Marco Aurélio Castro, conta que a revista minuciosa já localizou munição na bagagem de um passageiro, que foi encaminhado à PF. Ele afirma que normalmente de 3 a 4 agentes atuam no Salgado Filho, quando o ideal seriam 15. A análise das malas, que deveria ocorrer sempre, como medida de segurança, não é realizada. "Falta estrutura e pessoal, por isso muita coisa passa", fala.
A operação deve se estender ao longo de todo o dia. O objetivo é cobrar do governo uma posição quanto às reivindicações da categoria, incluindo a reposição salarial dos valores perdidos ao longo dos últimos seis anos. O Ministério do Planejamento já informou que irá apresentar, na próxima terça-feira, às 20h, uma contraproposta às reivindicações dos agentes, escrivães e papiloscopistas da PF.
A greve, que prossegue por tempo indeterminado em todo o País, prejudica outros serviços executados pela corporação, como oitivas, registro de porte de arma, atendimento a estrangeiros, controle de empresas de vigilância e de produtos químicos, além da emissão de passaportes, restrita a casos de emergência.