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Operação-padrão da Polícia Federal volta a formar filas no Salgado Filho

Apesar da mobilização, nenhum voo foi cancelado na tarde desta quinta-feira

Pela manhã, operação-padão fmu longas filas na área de embarque do Aeroporto Salgado Filho
Pela manhã, operação-padão fmu longas filas na área de embarque do Aeroporto Salgado Filho Foto : Vinicius Roratto / CP
Depois de uma manhã movimentada no saguão do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, a operação-padrão da Polícia Federal (PF) foi retomada na tarde desta quinta-feira. A ação deixou lotados os dois terminais aéreos da Capital - o I e o II. Segundo funcionários, de 500 a 600 pessoas aguardaram em longas filas. Apesar disso, não houve cancelamento de voos à tarde. Pela manhã, foram registrados quatro cancelamentos e seis atrasos de mais de 30 minutos. A mobilização, iniciada às 12h30min, terminou às 15h45min.

A categoria pede que o governo se posicione quanto às reivindicações como reposição salarial dos valores perdidos ao longo dos últimos seis anos. O Ministério do Planejamento informou que irá apresentar, na terça-feira, uma contraproposta às reivindicações dos agentes.

O diretor-financeiro do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul, Luís Carlos Barbosa, destacou que a operação não é contra o povo, mas serve para mostrar à população o descaso do governo com a segurança pública. Segundo Barbosa, diariamente, há apenas dois agentes da PF para cuidar de 120 voos. O dirigente lembrou que o Brasil está perto de sediar eventos como a Copa do Mundo e Olímpiadas e que, se não houver investimentos, os aeroportos não estarão preparados.

A greve, iniciada há nove dias e que prossegue por tempo indeterminado em todo o País, prejudica outros serviços executados pela corporação, como oitivas, registro de porte de arma, atendimento a estrangeiros, controle de empresas de vigilância e de produtos químicos, além da emissão de passaportes, restrita a casos de emergência.

Com informações do repórter Lucas Rivas


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