Das 29 aterrissagens e decolagens agendadas para as primeiras horas da manhã, nove partidas e seis chegadas foram canceladas. Na avaliação do diretor regional de Finanças do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Osvaldo Rodrigues, os contratempos são consequência da mobilização da categoria. A Infraero, porém, não confirma que os mecanismos adotados pelos aeroviários para pleitear reajuste salarial esteja comprometendo o funcionamento dos terminais.
Por meio da “operação não-colaboração”, os aeroviários não estão reduzindo os horários de almoço e tampouco aceitando alterar escalas de trabalho - medidas propostas pelas companhias para reduzir a sobrecarga no aeroportos em dezembro. A mobilização ocorre em razão da falta de avanços nas negociações salariais. Enquanto as empresas oferecem reajuste de 5,47% - correspondente à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a partir de dezembro de 2009, aeroviários reivindicam reajuste de 30% sobre o piso salarial e de 15% para os demais trabalhadores. Mesmo pedido é feito pelos aeronautas (comissários de bordo e pilotos), que não aderiram à operação-padrão.
No dia 8, haverá uma nova rodada de negociações com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias. Já no dia 9, será realizada assembleia geral extraordinária para avaliação dos resultados. Os aeroviários não descartam a possibilidade de virem a deflagrar greve por tempo indeterminado ainda nesta quinzena.
Os aeronautas estarão mobilizados no entorno do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a partir das 16h da próxima sexta-feira. “Enquanto a operação-padrão for mantida, os funcionários se recusarão a adotar medidas para atenuar a sobrecarga provocada pelo aumento dos voos neste mês”, frisou Rodrigues. Segundo ele, a previsão é de que os efeitos sejam maiores neste final de semana e se agravem nas primeiras horas de segunda-feira.