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Operação-padrão dos aeroviários provoca filas no Salgado Filho

Mobilização ocorre em razão da falta de avanços nas negociações salariais

Operação-padrão dos aeroviários provoca filas no Salgado Filho
Operação-padrão dos aeroviários provoca filas no Salgado Filho Foto : Camila Domingues
A operação-padrão dos aeroviários, deflagrada quinta-feira, casou uma longa fila junto ao acesso do Embarque Doméstico na manhã desta sexta-feira, no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. O desconforto decorrente da espera para verificação do conteúdo das bagagens de mão no raio-x e passagem pelo detector de metais motivou reclamações. “Não é prejudicando os passageiros que irão conseguir aliados para obter reajuste salarial”, protestou a empresária Norma Wünder Lopes, 45 anos, que foi ao terminal para se despedir de familiares que partiram para São Paulo, rumo à França. A fila era tão grande que dificultava o acesso aos balcões de check-in das companhias aéreas.

Das 29 aterrissagens e decolagens agendadas para as primeiras horas da manhã, nove partidas e seis chegadas foram canceladas. Na avaliação do diretor regional de Finanças do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Osvaldo Rodrigues, os contratempos são consequência da mobilização da categoria. A Infraero, porém, não confirma que os mecanismos adotados pelos aeroviários para pleitear reajuste salarial esteja comprometendo o funcionamento dos terminais.

Por meio da “operação não-colaboração”, os aeroviários não estão reduzindo os horários de almoço e tampouco aceitando alterar escalas de trabalho - medidas propostas pelas companhias para reduzir a sobrecarga no aeroportos em dezembro. A mobilização ocorre em razão da falta de avanços nas negociações salariais. Enquanto as empresas oferecem reajuste de 5,47% - correspondente à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a partir de dezembro de 2009, aeroviários reivindicam reajuste de 30% sobre o piso salarial e de 15% para os demais trabalhadores. Mesmo pedido é feito pelos aeronautas (comissários de bordo e pilotos), que não aderiram à operação-padrão.

No dia 8, haverá uma nova rodada de negociações com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias. Já no dia 9, será realizada assembleia geral extraordinária para avaliação dos resultados. Os aeroviários não descartam a possibilidade de virem a deflagrar greve por tempo indeterminado ainda nesta quinzena.

Os aeronautas estarão mobilizados no entorno do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a partir das 16h da próxima sexta-feira. “Enquanto a operação-padrão for mantida, os funcionários se recusarão a adotar medidas para atenuar a sobrecarga provocada pelo aumento dos voos neste mês”, frisou Rodrigues. Segundo ele, a previsão é de que os efeitos sejam maiores neste final de semana e se agravem nas primeiras horas de segunda-feira.

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