Conforme o representante dos trabalhadores dissidentes do Sindicato dos Rodoviários, Alceu Weber, os coletivos apenas operaram de forma um pouco mais lenta, já que a orientação era para que os veículos trafegassem com até a metade da velocidade máxima permitida, que é de 60 km/h, como prevê a lei.
Mas uma nova operação-padrão deve ser realizada à tarde, entre 17h e 19h. Segundo Weber, a intenção é operar "da forma ideal", já que, de acordo com ele, os ônibus não devem trafegar em alta velocidade pelas ruas da cidade, como ocorre normalmente. Conforme o rodoviário, porém, os condutores são obrigados a cumprir uma tabela horária que não leva em conta os obstáculos do trajeto, por exemplo, como tempo de mudança de sinaleiras e lentidão no trânsito, o que explicaria atrasos de até uma hora.
Reivindicações
A categoria pede, com isso, que a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) passe a notificar as empresas e não multar os motoristas.
Desde janeiro, 334 multas foram aplicadas a condutores de ônibus da Capital por excesso de velocidade em corredores, por parada em local inadequado, estacionamento em fila dupla para embarque e desembarque e sinal de farol no corredor.
Outra reivindicação da categoria é por uma mudança na forma de ação da EPTC, já que atualmente os agentes apenas emitem multas, sem se preocupar em promover educação para o trânsito, de acordo com Weber.
Com informações do repórter Marcos Koboldt