A Delegacia do Meio Ambiente (DEMA) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil e a Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC) deflagraram no início da manhã desta quinta-feira a segunda edição da operação Puro Sangue. A ação tem como objetivo o combate aos maus-tratos a cavalos, praticados sobretudo por carroceiros, em Porto Alegre.
Nove flagrantes já foram efetuados, sendo 6 equinos recolhidos por maus-tratos. Dois casos ocorreram na avenida Plínio Kroeff, no Porto Seco. Duas carroças foram abordadas. Em uma das delas, o animal estava sem as ferraduras. Na outra ocorrência, o equino tinha um ferimento exposto na pata traseira direita. Perto do local, na avenida Francisco Silveira Bitencourt, duas carroças foram encontradas no interior de uma madeireira, sendo que uma carregada com cerca de 20 quilos de brita. Ambos os cavalos não aparentavam boas condições.
Titular da DEMA, a delegada Marina Goltz explicou que os proprietários das carroças foram autuados pelo crime de maus tratos aos animais, respondendo Termo Circunstanciado na DEMA. Os animais e as carroças foram apreendidos durante a ação. A devolução ou não dos mesmos dependerá agora da análise de cada situação, incluindo exame veterinário.
Um caminhão-boiadeiro da EPTC fez o recolhimento. “Temos recebido muitas denúncias”, lembrou a titular da DEMA, citando o transporte de cargas e material para reciclagem como os mais relatados. “O cavalo não pode carregar mais do que o peso dele. Os animais são submetidos à jornada extenuante de trabalho desde muito cedo até tarde da noite, todos os dias da semana, carregando peso excessivo”, constatou.
O coordenador de operações da EPTC, Tiago Oliveira, destacou que o trânsito de carroças é restrito na cidade, sendo liberado somente na região da Ilhas do Guaíba e na zona rural do Extremo Sul da Capital, conforme determina a lei 10.531, de setembro de 2016. “O resto é vedada a circulação de carroças em qualquer horário”, frisou. Ele estimou que a cidade já teve em torno de 5 mil carroças no passado. “Entre 250 e 300 carroças ainda circulam”, estimou, enfatizando que os animais não podem submetidos aos maus tratos.
A primeira edição da operação Puro Sangue aconteceu em maio deste ano junto à CEASA/RS, no bairro Anchieta. Na ocasião foram quatro flagrantes e prisão de um foragido. A delegada Marina Goltz assegurou que novas ações semelhantes devem ser realizadas em outras partes da cidade.
Operação Puro Sangue recolhe cavalos vítimas de maus-tratos em Porto Alegre
Carroças foram apreendidas e multas efetuadas durante ação nesta quinta-feira