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Operadoras não querem investir em antenas, diz Lamachia

Para presidente da OAB gaúcha, responsabilizar legislação é visão equivocada

O problema da má qualidade no serviço de telefonia móvel e internet 3G no Estado decorre da falta de interesse das empresas em realizar investimentos. Essa é a impressão do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio Grande do Sul, Claudio Lamachia, após reunião nessa terça-feira com representantes do setor.

"Temos que perguntar por que as empresas não estão investindo nesse momento na tecnologia 3G? Por que de uma hora para outra o telefone e a internet ficaram tão ruins no Rio Grande do Sul?", indagou em entrevista à Rádio Guaíba nesta quarta-feira. Para ele, isso pode ter relação com a previsão de que a tecnologia 4G esteja em operação em cerca de um ano.

Lamachia ressaltou que a legislação da Capital poderia ter mudanças pontuais, a fim de contribuir para melhorar o serviço, mas que este não é o ponto principal. "Esta conversa de que as empresas não podem investir hoje em Porto Alegre em função da lei é absolutamente equivocada. Têm pontos em que podem colocar antenas livremente na Capital e em outras cidades gaúchas e não o fazem", salientou.

As operadoras devem cumprir o que determina o contrato de concessão, por se tratar de um serviço público, explicou o presidente da OAB/RS. "Se querem continuar lucrando, elas devem investir", disse. Na manhã desta quarta-feira, a seccional gaúcha do órgão irá solicitar ao Procon estadual que a medida do órgão da Capital, de suspender temporariamente a venda de novas linhas de celular e internet 3G, seja estendida a todos os 496 municípios do Estado.

"Na medida em que o poder econômico for confrontado, as empresas vão entender que é mais rentável investir do que deixar de lucrar", falou. Lamachia ressalta que a medida é necessária, já que quanto mais linhas novas forem habilitadas, maior será o prejuízo aos consumidores, já que o sistema não comporta mais linhas enquanto não houver investimento.

"Se for preciso, acionaremos o governo federal e a Agência Nacional de Telecomunicões (Anatel) para que abram novas outorgas, pois o serviço é público", finalizou.

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