O presidente da CPI, Mauro Pinheiro (PT), já solicitou diversos documentos ao Instituto Nacional América (INA), que ainda não foram apresentados. Com base nessas suspeitas, o petista já protocolou o pedido de quebra de sigilo bancário, telefônico e fiscal do INA e de dois dos representantes da entidade - do consultor Italgani Mendes de Almeida e do presidente, Carlos Ernani Ranheiri Filho.
O pedido, porém, só deve ser votado em agosto, quando os vereadores voltarão do recesso parlamentar e também deve ocorrer a reconvocação de Mendes. Conforme Pinheiro, o depoimento de Magela Lindner Formiga, coordenadora pedagógica contratada pelo próprio IRG, foi o mais revelador, apontando que ela fazia o mesmo trabalho para o qual o INA havia sido contratado. Alegando problemas de saúde, o consultou do INA não compareceu à sessão.
O outro depoente desta quinta-feira foi o presidente da Fundação Simon Bolívar, entidade que forneceu profissionais para os projetos sociais do IRG. Geraldo Rodrigues da Fonseca confirmou que a entidade foi contratada sem licitação pela Prefeitura, recebendo R$ 607 mil pelo trabalho executado, descatando que há notas para todos os serviços.
A sessão foi mais uma vez encerrada por falta de quórum, desta vez, antes do meio-dia. Para o relator da Comissão, vereador Waldir Canal (PRB), que é favorável ao fim dos trabalhos, o esvaziamento ocorreu porque a base do prefeito Fortunati entende que não há mais o que investigar, especialmente após o IRG depositar em juízo os valores contestados pela Prefeitura. A Comissão Parlamentar foi instalada para investigar possíveis fraudes nos convênios firmados entre prefeitura de Porto Alegre e o instituto, entre 2007 e 2010, no valor de quase R$ 6 milhões.