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Oposição pede quebra de sigilo de prestadora de serviços ao Instituto Ronaldinho

Representante da INA não compareceu à CPI nesta quinta alegando problemas de saúde

Oposição pede quebra de sigilo de prestadora de serviços ao Instituto Ronaldinho
Oposição pede quebra de sigilo de prestadora de serviços ao Instituto Ronaldinho Foto : Leonardo Contursi / CMPA / CP
A CPI do Instituto Ronaldinho Gaúcho (IRG), na Câmara de Vereadores da Capital, ouviu mais dois depoentes nesta quinta-feira. Durante a sessão,  foi feito o anúncio do pedido de quebra de sigilo.

O presidente da CPI, Mauro Pinheiro (PT), já solicitou diversos documentos ao Instituto Nacional América (INA), que ainda não foram apresentados. Com base nessas suspeitas, o petista já protocolou o pedido de quebra de sigilo bancário, telefônico e fiscal do INA e de dois dos representantes da entidade - do consultor Italgani Mendes de Almeida e do presidente, Carlos Ernani Ranheiri Filho.

O pedido, porém, só deve ser votado em agosto, quando os vereadores voltarão do recesso parlamentar e também deve ocorrer a reconvocação de Mendes. Conforme Pinheiro, o depoimento de Magela Lindner Formiga, coordenadora pedagógica contratada pelo próprio IRG, foi o mais revelador, apontando que ela fazia o mesmo trabalho para o qual o INA havia sido contratado. Alegando problemas de saúde, o consultou do INA não compareceu à sessão.

O outro depoente desta quinta-feira foi o presidente da Fundação Simon Bolívar, entidade que forneceu profissionais para os projetos sociais do IRG. Geraldo Rodrigues da Fonseca confirmou que a entidade foi contratada sem licitação pela Prefeitura, recebendo R$ 607 mil pelo trabalho executado, descatando que há notas para todos os serviços.

A sessão foi mais uma vez encerrada por falta de quórum, desta vez, antes do meio-dia. Para o relator da Comissão, vereador Waldir Canal (PRB), que é favorável ao fim dos trabalhos, o esvaziamento ocorreu porque a base do prefeito Fortunati entende que não há mais o que investigar, especialmente após o IRG depositar em juízo os valores contestados pela Prefeitura. A Comissão Parlamentar foi instalada para investigar possíveis fraudes nos convênios firmados entre prefeitura de Porto Alegre e o instituto, entre 2007 e 2010, no valor de quase R$ 6 milhões.

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