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Oposição prepara ato contra aumento da passagem de ônibus na Capital

Vereadores e estudantes contestam valor de R$ 3,05 adotado pela prefeitura

A oposição na Câmara de Vereadores de Porto Alegre já anunciou que promoverá um ato na próxima quarta-feira, às 17h, contra o aumento da passagem para R$ 3,05 a partir da meia-noite da próxima segunda-feira. O novo valor foi homologado pelo prefeito em exercício, Sebastião Mello, e representa um aumento de 7,02%, em relação aos atuais R$ 2,85.

Conforme o líder da oposição, vereador Pedro Ruas, o enfoque principal do evento será demonstrar que o preço do ônibus em Porto Alegre é o mais alto entre as capitais brasileiras. “Só perdemos para a cidade de Campinas (SP), onde o valor é de R$ 3,30.”

No mesmo encontro, será respaldado o resultado da auditoria que foi realizada pelo Tribunal de Contas, a qual indicou que a passagem de ônibus deveria ser de R$ 2,60. “Ora, se auditores chegaram a essa conclusão, o valor aprovado está incorreto”, ressaltou Ruas. Além disso, ele ressaltou o fato de as empresas de ônibus autuarem há 24 anos sem licitação.

Antes de começar a reunião do Conselho Municipal de Transporte Urbano (Comtu), pela manhã, estudantes e representantes dos rodoviários e de outras entidades protestaram na frente da sede Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), onde ocorreu a votação. Com frases como “Tri caro, tri demorado e ainda por cima tri lotado” e “Para trabalhar, para estudar, mais um aumento eu não vou pagar”, eles pediam a redução do valor da passagem para R$ 2,60, valor obtido em estudo feito pelo Ministério Público de Contas (MPC) do Estado.

Gerente da ATP discorda de valor

Com a nova tarifa, a passagem do lotação custará R$ 4,50 — aumento de 5,88%, A tarifa inicial, votada pelo Conselho Municipal de Transporte Urbano (Comtu) após uma análise dos cálculos da planilha tarifária, era de R$ 3,0698 (reajuste de 7,7%). Após, o prefeito arredondou o valor.

De acordo com a prefeitura, o cálculo levou em conta apenas a frota operante (1,540 veículos) e não também a reserva (o que totalizaria 1.701 ônibus), conforme determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Entre os itens que mais pesaram para o aumento estão a queda do Índice de Passageiros Pagantes Transportados por Quilômetro (IPK), com menos 4,62% passageiros pagantes, e o reajuste de pessoal de 7,5%. Foram analisados, ainda, os preços dos pneus, dos combustíveis, da carroceria e outros fatores.

No final da votação desta quinta, o gerente-geral da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Luiz Mário Magalhães de Sá, afirmou não concordar com o sistema de cálculo da tarifa. “A ATP e as empresas de ônibus têm muito respeito às leis. Mas esta metodologia adotada pela EPTC afronta a legislação. Para o cálculo, tem que ser considerada a frota total, conforme consta na lei municipal. Temos custos novos que não foram considerados neste cálculo”, disse.

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