Martins lembra que o pai do recém-nascido estava muito assustado. Segundo ele contou ao soldado, era o primeiro filho do casal e a situação estava ficando desesperadora. A criança, conforme o pai relatou durante o telefonema, estava sem reação, com o corpo mole, já ficando roxo e não conseguia respirar. “Ele (pai) contou que o bebê tinha acabo de mamar”, disse Martins. “Quando ele contou isso, pensei que a criança pudesse ter tido as vias aéreas obstruídas pelo leite e estava sufocando”, conta o soldado, que está há cinco anos no Corpo de Bombeiros.
Orientações
Martins, então, passou a orientar o pai de como proceder. A primeira coisa foi fazer uma sucção na boca e no nariz da criança para retirar o que estivesse obstruindo as vias. O soldado dava as instruções, que o homem, as escutava do outro lado da linha e as repassava à esposa. “Momentos depois, deu tudo certo”, comemora Martins.
O soldado revela que na hora não lembrou do seu filho de 5 anos, pois no momento do atendimento não há tempo de pensar em outra coisa, a não ser a orientação para tentar salvar a vida. “Lembro que pensei: poxa, a criança tem 5 dias, como é novinha”, reconstitui. “E, claro, depois do atendimento, me coloquei no lugar daquele pai”.