Isadora, aluna bem comportada e de notas acima da média, criou a página no Facebook em 11 de julho, inspirada por uma página que sua irmã mais velha havia mostrado. Assim, a adolescente – ainda que com alguns erros de português – iniciou seu relato diário, ilustrado por fotos. Portas quebradas, fiação elétrica à vista, bebedouros inúteis e relacionamento péssimo com o professor de matemática, por exemplo, renderam rápida popularidade na rede e pressão na escola. Mas a menina é corajosa e não desistiu. Afinal, afirma, qualquer melhoria é para todos.
A diretora da escola, Liziane Diaz Farias, negou que tenha ocorrido qualquer represália contra a estudante por causa da página. De acordo com ela, o que ocorreu foi uma conversa com a mãe da adolescente sobre a existência da página no Facebook e o conselho para não utilizar imagens de alunos, funcionários e professores da escola: "Cada indivíduo tem o direito de ter a sua imagem preservada".
Liziane assumiu a responsabilidade pelos problemas revelados pela estudante: "Assumo publicamente que ocorreu fragilidade na administração do estabelecimento". Ela também disse que fará um apelo à Associação de Pais e Professores para que ajudem principalmente na manutenção da estrutura física. Também quer fazer campanhas para conscientizar os alunos da necessidade de preservar o ambiente escolar.
Segundo a Secretaria de Educação, em julho foram trocadas 13 luminárias, que já foram novamente danificadas. Haverá também reparos nos banheiros e em outros setores da unidade. "Fizemos uma série de melhorias, mas infelizmente não houve a colaboração da comunidade escolar para evitar vandalismos, com a depredação do espaço", afirmou o diretor de Infraestrutura, Maurício Amorim Efe.