Segundo a diretora do Simers Clarissa Bassin, trata-se de um ambiente provisório, cujo tempo de permanência deveria ser de no máximo 48 horas e que não conta com equipamentos necessários a uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). “Alguns estão com pedido de internação há mais de três dias na Central de Leitos e nada foi feito”, afirmou. Após vistoriar o hospital, Clarissa dirigiu-se ao Ministério Público Federal na manhã deste sábado. O Simers pretende cobrar dos gestores públicos a compra de leitos para esses pacientes na rede privada.
A ação do sindicato médico está baseada na decisão judicial que manteve o hospital em funcionamento. “A sentença diz que o médico tem que determinar o que pode ser atendido. Caso não possa, o gestor tem de providenciar. E o gestor não está cumprindo esta sentença”, observou Clarissa. Segundo ela, entre os internados na sala de estabilização estão pacientes de AVC, insuficiência cardíaca e insuficiência renal crônica. Ela ressaltou, ainda, que o hospital está “acéfalo”, uma vez que não conta com um diretor técnico desde sexta-feira.
O vice-presidente administrativo do hospital, Alexandre Angara, informou que o gestor municipal deve providenciar a compra de leitos. Quanto à ausência do diretor técnico, ele disse que, como a portaria com a exoneração do antigo titular, Breno Milman, não foi publicada, o cargo ainda não está vago. Isso deverá ocorrer na segunda-feira.
A administração do hospital é investigada pela Delegacia Fazendária do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) por supostas irregularidades.