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Pacientes de fibrose cística sofrem com atraso no repasse de remédios

Secretaria de Saúde informa que abriu processo emergencial para a aquisição dos itens em falta

Cerca de 50 pacientes de fibrose cística no RS estão na expectativa pelo fornecimento de medicamentos nas farmácias do Estado. Apesar de uma decisão judicial garantir o repasse mensal dos remédios, 13 itens, de um total de 22, estão em falta desde outubro, segundo a Associação de Apoio a Portadores de Mucosviscidose (Amucors). “Se existe uma sentença transitada em julgado, o que nós esperamos é o seu cumprimento”, disse a advogada da entidade, Paola Ugalde.

A Amucors assessora famílias que não tem condições de comprar a medicação. O custo mensal é de, em média, R$ 2 mil por paciente. De acordo com a advogada, um bloqueio de verba pública no valor de R$ 250 mil foi concedido pela Justiça para a aquisição. “O paciente com fibrose cística precisa desse tratamento contínuo. A falta de medicação gera problemas como infecção pulmonar ou necessidade de transplante”, ressaltou Paola. Ela define a busca pelos medicamentos como “uma corrida contra o tempo”.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que a licitação para a compra das dietas líquidas está em andamento, porém houve pedido de recurso de empresas participantes - o que deve prolongar o prazo. Em função disso, um processo emergencial foi aberto para a aquisição das dietas nutricionais. O prazo de conclusão da licitação foi estimado em 30 dias. A SES tem, em estoque, o suplemento Maltodextrina e o leite sustagem, e os medicamentos Ursacol e Source CF.

A fibrose cística, ou muscoviscidose, é uma doença hereditária grave e sem cura. No RS, segundo a Amucors, um em cada 2 mil nascidos vivos é portador da enfermidade. A doença faz com que as excreções fiquem mais espessas, causando problemas digestivos e respiratórios.

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