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Pacientes em estado grave deixam de receber atendimento no HPS

Falta de funcionários especializados seria motivo para bloqueio de vagas

Superlotação e falta de funcionários são realidade no HPS de Porto Alegre/Foto:Arquivo Simers
Superlotação e falta de funcionários são realidade no HPS de Porto Alegre/Foto:Arquivo Simers Foto :
A UTI Clínica do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre tem oito leitos. Dois estão vagos. Mesmo assim, por orientação da Secretaria de Saúde, pacientes em estado grave que estão amontoados no setor de Politraumatizados não podem ser transferidos. De acordo com o Sindicato Médico, que vistoriou o local neste domingo, a falta de técnicos em enfermagem deixa sem atendimento especializado pacientes em situação de risco de vida.

“Há a deficiência de 50 técnicos científicos. O HPS retira funcionário de um setor para realocar em outro. Com muito esforço, impedimos o fechamento da UTI Clínica. O sindicato vai acionar, nesta semana, o Ministério Público para que imponha um Termo de Ajustamento de Conduta a fim de que sejam feitos contratos emergenciais”, explicou Paulo de Argollo Mendes, presidente do Simers.

A prefeitura alega que já fez concurso público e que correm os trâmites para que os funcionários comecem a atender no HPS. Segundo o sindicato, um idoso de 64 anos está entubado há 48 horas na sala de Politraumatismo, enquanto deveria estar na UTI Clínica. “O fato comprova que, na prática, está ocorrendo bloqueio de vagas”, avalia Argollo.

Um dos médicos que atende na UTI Clínica confirmou o bloqueio de vagas. “Está tendo sim. Agora está a cargo da direção e do secretário. Os pacientes continuam sendo atendidos na sala de Politraumatizados, mas não estão na sala onde o cardiologista recomendou”, relatou.