O secretário nacional da Aviação Civil, Eliseu Padilha, formalizou que o governo federal não vai custear a ampliação da pista para o transporte de cargas do Aeroporto Internacional Salgado Filho. O prefeito José Fortunati, que defendia a melhoria, ouviu a decisão do próprio ministro. De acordo com Padilha, o que houve foi um ruído na comunicação. “Quem disse que este processo estava licitado? A especulação parte do especulador e a pista opera com 54% da capacidade, atendendo normalmente a demanda de 35 toneladas por ano. Se não precisamos de uma estrada, por exemplo, por que vamos conclui-lá?”, ponderou Padilha.
O ministro, porém, garantiu um empenho de R$ 600 milhões para a conclusão dos terminais de cargas e de passageiros e também para melhorias no pátio usado pelas aeronaves. Um novo terminal de passageiros deve ser entregue em março de 2016 e as obras para mais um terminal de cargas devem se iniciar no mesmo ano.
O prefeito José Fortunati havia reclamado da estagnação do governo federal em relação à ampliação de 900 metros da pista de cargas, já que em 2011 foram removidas mil famílias para promover a iniciativa e, em 2013, a Infraero recuou, informando não haver mais verba.
Após o encontro de hoje, porém, Fortunati evitou falar em conformismo ou em insatisfação. “Eu estou feliz porque houve a garantia de que todas as outras melhorias serão feitas e vão valorizar o Salgado Filho que é um dos aeroportos mais bem localizados do mundo. A projeção é de uma necessidade de ampliação para atender uma demanda prevista a partir de 2030 e, antes disso, vamos tomar uma atitude”, amenizou.
Fortunati garantiu que mais famílias vão ser removidas do entorno do Saagado Filho e que, a exemplo das áreas já desapropriadas, os espaços serão cercados, reservando o terreno para futuras ampliações.
Padilha afirma que governo não vai ampliar pista de cargas do Salgado Filho
Ministro garantiu R$600 milhões para os terminais de cargas e passageiros e melhorias no pátio