Após o pronunciamento do superintendente da Infraero, Carlos Alberto da Silva Souza, sobre a impossibilidade de homologar a obra de ampliação da pista do aeroporto Salgado Filho sem a remoção total de todas as famílias que vivem hoje nas vilas Dique e Nazaré, o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, esclareceu, em entrevista ao programa Esfera Pública, que isso não impede a execução da obra. De acordo com ele, a afirmação da superintendência é soberana, uma vez que o órgão detém direção e regência autônomas. Mas Padilha garante que Souza se expressou mal: “o que ele quis dizer é que a execução dos trabalhos fica condicionada ao cumprimento dos acordos estabelecidos por todas as partes envolvidas, mas que a licitação será aberta de qualquer forma”, disse.
O ministro ainda completou afirmando que “todos os entes públicos envolvidos no processo de ampliação da pista têm responsabilidades e atribuições”, e que “o projeto terá êxito caso cada um cumpra com a sua parte”.
O prefeito José Fortunati criticou a demora no início das obras e afirmou que a remoção total das residências do entorno da área de obras não era prevista no planejamento inicial. Com a ampliação, a pista do Salgado Filho deve ganhar 920 metros, passando a 3,2 mil metros de extensão, e tornando-se apta a receber voos de cargas e passageiros de maior porte, mantendo a capacidade do aeroporto pelo menos até o ano de 2029.
Padilha garante ampliação da pista do Salgado Filho mesmo com impasse sobre remoções
Ministro reconhece que Infraero é soberana em cobrar que partes envolvidas cumpram com as atribuições