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Padre gaúcho que pode ter se mutilado foi afastado da Igreja por suspeita de pedofilia

Religioso diz ter sido atacado por um casal

O padre gaúcho suspeito de mutilação em Santa Catarina estava afastado da Igreja Católica por suspeita de pedofilia. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Jorge Giraldi, a informação foi confirmada pelo arcebispo metropolitano de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings. Conforme o delegado, não há provas indicando que o religioso tenha cometido o crime. Ele não tem antecedentes e está hospitalizado recuperando-se de lesão – o padre teria amputado os próprios testículos.

Os órgãos foram encontrados hoje pela manhã em uma fossa sanitária junto à casa em que o padre estava, no balneário de Arroio do Silva, a cerca de 70 quilômetros da divisa com o território gaúcho. A autoamputação pode ter ocorrido no domingo. Na residência em que ocorreu a cirurgia foram encontrados materiais hospitalares como curativos e uma seringa com líquido dentro. O policial supõe que se trate de algum anestésico e já mandou o material para análise da perícia.

A suspeita da Polícia Civil de que o religioso se automutilou é fundamentada porque, segundo o delegado Giraldi, a versão passada por ele à investigação não fecha com o relato de testemunhas. O padre informou que um casal foi até a casa e praticou o crime, mas vizinhos garantem não ter visto ninguém entrar na residência e nem a vítima pedir ajuda.

O médico que atendeu o padre vai ser ouvido na tarde desta sexta-feira. O religioso vai depor formalmente quando receber alta. Ainda não há data para ele deixar o hospital de Araranguá, cidade próxima a Arroio do Silva. O padre nasceu em Lajeado, morava em Porto Alegre e eventualmente visitava a casa de amigos no litoral catarinense.



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