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Pai de técnica de enfermagem quer provar equívocos da investigação

"Minha filha não tem desequilíbrio emocional”, garantiu Haioran Klebison Cordeiro

Pai de técnica de enfermagem quer provar equívocos da investigação
Pai de técnica de enfermagem quer provar equívocos da investigação Foto : Camila Domingues
O comandante do Corpo de Bombeiros de Tramandaí, tenente Haioran Klebison Cordeiro, pai da técnica de enfermagem Vanessa Pedroso Cordeiro, suspeita de sedar 11 bebês, admitiu estar preocupado com o futuro da filha. "Certamente sua carreira já está comprometida", comentou. Cordeiro prometeu se empenhar para provar os equívocos da investigação que apontam sua filha como culpada. "Antes de ser recolhida ao sistema penitenciário, estive com ela por cerca de 15 minutos. Ela estava assustada e pedia para que eu a levasse para casa. Como policial eu sei que em um momento de coação e pressão psicológica as pessoas respondem tudo o que lhe são perguntadas. Se ela confessou foi para se livrar da pressão", enfatizou.

O tenente protestou por estar sendo impedido de visitar Vanessa na Penitenciária Feminina Madre Pelletier, onde está recolhida desde a madrugada de sábado. "Minha filha não tem desequilíbrio emocional, mas assim pode ficar se continuar trancafiada em uma cela", projetou. Cordeiro afirmou hoje não acreditar no envolvimento da filha nos episódios que quase levaram os recém-nascidos nas dependências do Centro Obstétrico do Hospital Universitário da Ulbra, em Canoas. "Minha filha é uma pessoa amorosa, extremamente organizada, metódica e que adora crianças", atestou. Ele relatou que mantém ótima relação com Vanessa. "Ela concluiu o curso de Técnica em Enfermagem há quatro anos, acredito que por minha influência. Por ser bombeiro, tenho esse sentimento de salvar vidas e ela também", assinalou.

O tenente disse que Vanessa não tem qualquer ressentimento com relação ao nascimento de sua irmã Nicole, há seis meses. "Ela gosta da irmã", sintetizou. O bebê é fruto de um relacionamento iniciado pelo bombeiro após o término do casamento com a mãe de Vanessa, Lucimar Pedroso Cordeiro. Ele ainda informou que além das duas filhas, é pai de um soldado da Brigada Militar, também filho de Lucimar, e de um jovem de 18 anos, fruto de uma relação extraconjugal. "Não consigo encontrar uma relação entre as acusações feitas contra minha filha com possíveis traumas decorrentes do nascimento do jovem e do bebê", comentou.

Vanessa morou até o final do mês de outubro na companhia do marido, um comerciário de 25 anos, na casa do pai, no bairro Feitoria, em São Leopoldo. Desde o início do mês, o casal fixou residência no bairro Rio Branco e tinha dois planos para colocar em prática. "Estavam juntando dinheiro para comprar um Palio seminovo e pretendiam me dar um neto em 2010", recordou o tenente, enquanto observava uma fotografia do casamento da filha em um porta-retrato. O bombeiro foi ainda mais longe ao defender a inocência da filha: "Ela foi coagida pela Polícia a assumir a autoria de 11 tentativas de homicídio".