“A instabilidade deverá causar falta de energia, mas não há risco de queimar eletrodomésticos. Quem estiver realizando algum trabalho no computador deve salvar o documento com mais frequência, só isso”, explicou o engenheiro eletricista da CEEE, Ricardo Munhoz, que acompanha o conserto.
Assim que a operação dos 12 alimentadores for retomada, será feita uma varredura para identificar o local que permitiu o ingresso do gato no disjuntor. Depois disso, a subestação passará por uma reforma, assim como todas as outras que apresentarem brecha para animais.
Outra situação que deverá ser analisada é o motivo para o sistema de segurança que protege a subestação de incêndios ter demorado para ser ativado. Segundo Munhoz, foram milionésimos de segundo de atraso, mas o suficiente para que ocorresse o maior acidente em subestações da história da companhia.
Quando o gato entrou no disjuntor, ele provocou um curto-circuito com uma corrente de 13 mil volts, que ingressou no sistema de proteção, que opera em 127 volts. Isso causou o incêndio e avariou todos os relés, que protegem os alimentadores da subestação. Para o retorno da luz nas casas de 14 bairros, foi feita uma manobra, utilizando a energia de outra subestação.
O gato que provocou o acidente era de rua. Segundo Ricardo Munhoz, os moradores do entorno da Subestação Porto Alegre 2 colocam comida para os animais dentro do terreno da CEEE. Já foi feita uma campanha da companhia para coibir o hábito da comunidade.