Os principais usuários são estudantes e trabalhadores. “Essa iniciativa é uma maneira de colaborar com os alunos e com o comércio local, para os funcionários chegarem ao serviço”, explica. Trevisan ocupava a mesma Pasta na época da criação do serviço gratuito, no início dos anos 1990. Os itinerários abrangem o Centro e os bairros, da manhã à noite. Quando está ocioso, o ônibus de 45 lugares fica à disposição da comunidade para auxiliar em outras situações, como funerais.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Pantano Grande, Noé Ribeiro Alves, além de beneficiar a população, o Urbaninho reduz custos para os proprietários de empresas, que não precisam pagar vale-transporte. “Os horários são bem flexíveis. É possível ir trabalhar, almoçar e voltar tranquilamente ao serviço”, destaca. O custo mensal da prefeitura para manter o ônibus em operação é de aproximadamente R$ 8 mil. Os gastos envolvem o pagamento de dois motoristas, despesas com combustível e com manutenção do coletivo. A última troca de veículo em circulação ocorreu em 2006.
O vice-prefeito observa que a implantação desse tipo de serviço em município maior seria mais difícil. A principal reclamação dos usuários acontece quando ficam sem atendimento em algum horário, por não haver reserva para a substituição do ônibus em circulação. “Não tem rádio no município, então fica difícil avisar”, afirma Trevisan. Eventualmente, o Urbaninho registra estragos nos bancos dos ônibus, provocados pelos próprios usuários.