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Papa recomenda "diálogo construtivo" diante de protestos sociais no Brasil

Francisco convocou os líderes a trabalhar com responsabilidade e no interesse do bem comum

Francisco convocou os líderes a trabalhar com responsabilidade
Francisco convocou os líderes a trabalhar com responsabilidade Foto : Gabriel Bous/AFP/CP
O papa Francisco recomendou neste sábado o "diálogo construtivo" diante dos protestos sociais que atingem o Brasil desde junho, em um discurso diante da classe dirigente brasileira no Teatro Municipal. "Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, sempre há uma opção possível: o diálogo", afirmou perante políticos e representantes da sociedade civil.

Francisco convocou os líderes a trabalhar com responsabilidade e no interesse do bem comum. "O futuro exige de nós uma visão humanista da economia e uma política que alcance cada vez mais e melhor a participação das pessoas, evite o elitismo e erradique a pobreza", sustentou. Nessa sexta, após a representação da via-crúcis, o Rio teve mais uma noite de protestos contra o governador Sérgio Cabral.

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O grupo, que também questionava os gastos com a vinda do papa, se reuniu na Estação Cardeal Arcoverde e, por volta das 20h, chegou ao evento católico. Os manifestantes apareceram logo depois da saída do pontífice - alguns furaram a barreira de segurança e causaram tumulto. Ironicamente, pouco antes Francisco havia feito um discurso exaltando a juventude a confrontar os políticos e os desafios sociais.

Quando o grupo chegou próximo ao palco, dezenas de peregrinos que assistiam à apresentação de uma banda de rock, correram temendo um ataque dos manifestantes. Muitos deles preferiram deixar de assistir ao show e estão voltando para os locais de hospedagem.

Convivência entre religiões

Diante de líderes das maiores comunidades religiosas do Brasil, o país com mais católicos do mundo, o pontífice também defendeu a laicidade do Estado, em uma declaração incomum. "A convivência pacífica entre as diferentes religiões é beneficiada pela laicidade do Estado, que, sem assumir como própria nenhuma posição confessional, respeita e valoriza a presença do fator religioso na sociedade favorecendo suas expressões concretas", disse.

Enquanto a Igreja católica perde fiéis no Brasil há três décadas, os evangélicos crescem e contam com uma poderosa bancada no Congresso, com 73 deputados.


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