Parte de um projeto de pesquisa, uma vez por mês, os integrantes do Ceclimar e de outros institutos, fazem um monitoramento na orla. Segundo Tavares, é comum nesta época do ano encontrar espécies mortas. Os biólogos consideram como “seleção natural”, pois em sua maior parte são animais jovens, que saem da Patagônia, na Argentina. Cento e vinte e dois animais foram resgatados com vida e estão sendo tratados no Centro de Recuperação de Animais Marinhos.
Os que ainda não estão prontos para a jornada acabam morrendo. “São pinguins que ainda estão aprendendo como sobreviver no oceano”, explicou Tavares. “Muitos acabam ficando pelo caminho por exaustão, entre outros motivos”.
Quando o pinguim é resgatado com óleo no corpo, ele é levado ao Ceclimar, onde é tratado e depois de estar saudável, é devolvido ao mar. Do pinguim que foi resgatado com óleo no corpo, foi coletada uma amostra do combustível, que foi enviada ao Departamento de Perícia da Polícia Federal (PF).
No caso dos animais com doenças ou parasitas naturais, a taxa de retorno ao oceano é muito baixa. Muitos, salientou Tavares, os parasitas tomaram conta do organismo, gerando problemas de saúde. “Quando temos um exemplar morto, ele vem para cá (Ceclimar), onde é congelado”, explicou o coordenador do Setor de Reabilitação. “E assim que possível é feita uma autópsia”.