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Para Simers, falha em raio X deveria interditar HPS

Conselho de Técnicos Radiologistas denuncia irregularidades no setor do hospital desde 2007

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) defendeu, neste sábado, a interdição do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre pela má qualidade dos serviços prestas no setor de Radiologia. “O problema é que, se nós tirarmos o Pronto Socorro da população, ainda que muito ruim, pior vai ser a consequência. Isso é o que nos impede de pedir a interdição”, ponderou o presidente da entidade, Paulo Argollo Mendes.

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A entidade tenta negociar melhorias com a prefeitura, em especial com o secretário municipal da Saúde, Carlos Henrique Casartelli. Mendes não descarta, no entanto, ir além. “Já temos um aparelho novo de ecografia, mas isso é muito pouco. Se não pudermos chegar a um entendimento que atenda as necessidades da população, vamos procurar o Ministério Público para que a prefeitura seja coagida e obrigada a cumprir suas obrigações”, enfatizou.

O presidente do Conselho Regional dos Técnicos de Radiologia, Eroni Nunes Ferreira, lembra que existe um laudo da entidade, de 1998, que atesta condições precárias do raio X do HPS. Ele reitera que, desde 2007, a Vigilância Sanitária a direção do HPS e a Secretaria Municipal da Saúde sabem do problema. “Têm sido feitas umas maquiagens que não atendem às especificações técnicas de trabalho lá”, contou.

De acordo com Ferreira, as irregularidades atestadas referem-se à manutenção de equipamentos e das instalações. “Eu estive lá em fevereiro, em fiscalização do nosso Conselho, e estava cheio de problemas também na câmara escura e na câmara clara, onde se revelam os filmes, um serviço completamente sucateado”, disse.

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