Segundo Cappellari, para atender a demanda, foram mobilizados coletivos de outros consórcios. “Nós conseguimos colocar, a partir das 7h, cerca de cem ônibus de outros consórcios para atender a população”, explicou. “Nós tivemos esse remanejo pra atender minimamente. Mas claro que é insuficiente, não se consegue atender plenamente”, lamentou. Com isso, segundo a EPTC, as lotações estão autorizadas a circularem com passageiros em pé.
Motoristas e cobradores da Carris e da Nortran realizaram manifestações desde o início da manhã nas garagens das empresas. Eles protestam por mais segurança no trabalho. Por conta disso, muitos ônibus não saíram dos estacionamentos.
A motivação da mobilização seria um desentendimento entre dirigentes do Sindicato dos Rodoviários e funcionários insatisfeitos com a entidade. Conforme informações da Rádio Guaíba, trabalhadores de ambas as empresas teriam sido agredidos e ameaçados após uma audiência nessa quarta-feira.
O conflito entre rodoviários e presidência do sindicato teria sido o estopim para a manifestação. De acordo com o rodoviário Alceu Weber, o sindicalista Júlio Gamaliel teria ameaçado os trabalhadores com uma arma e jogado seu carro sobre um grupo de motoristas e cobradores que acompanhava a audiência.