*Com informações do repórter Hygino Vasconcellos
A paralisação dos caminhoneiros continuou pelo segundo dia nesta sexta-feira, em pelo menos seis estados. No Rio Grande do Sul, 11 rodovias foram palco de protestos. Prometendo não cessar, os insatisfeitos com a falta de acordo com o governo federal seguiram mobilizados interrompendo a passagem de caminhões. O local com mais tensão, à noite, era a BR 101, em Três Cachoeiras, no Litoral Norte. Houve queima de pneus nos kms 34 e 26 e pelo menos sete veículos foram apedrejados.
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No km 22, houve maior concentração de caminhoneiros. Para evitar bloqueios na pista naquele ponto da rodovia, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) interrompeu a passagem de veículos no km 25, direção Sul-Norte, forçando os caminhoneiros a deixarem a BR 101 e entrarem na cidade. Os policiais monitoraram os manifestantes para evitar que obrigassem os colegas da categoria a parar. Também pediram reforços da Brigada Militar na área e seguiriam o patrulhamento pela madrugada.
Ainda de manhã, havia bloqueio em cinco rodovias no Estado, mas o movimento cresceu no turno da tarde. Às 18h, eram oito pontos com trânsito bloqueado, segundo a PRF. Vinícius Matos Valin, um dos representantes da mobilização que participou das negociações em Brasília, afirmou que as manifestações devem continuar com força no próximos dias. “Parar não é bom para ninguém, mas não tem o que fazer”, argumentou Valin.
O caminhoneiro ainda disse que o uso da força por parte da Polícia seria um dos motivos para os trabalhadores repensarem a adesão aos protestos. Valin entende que há muitos caminhões para poucos fretes e a falta de um valor mínimo prejudica a oferta e a procura.
Paralisação de caminhoneiros segue e veículos são apedrejados no RS
PRF mantém bloqueio de segurança na BR 101 na tentativa de evitar parada no km 22 da rodovia